
Morcegos urbanizam-se em vãos e sótãos pouco iluminados (Foto: Instagram)
Edifícios residenciais e comerciais podem se tornar locais atrativos para morcegos quando alguns atributos de construção coincidem com as necessidades desses animais. Ambientes com vãos em beirais, paredes duplas, ripados de madeira e sótãos pouco iluminados reproduzem as condições encontradas em cavernas e troncos ocos, oferecendo abrigos seguros. A ausência de ruídos intensos também contribui para que as colônias se instalem nesses espaços, pois o silêncio favorece a comunicação por ultrassom e o descanso dos indivíduos durante o dia.
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O planejamento arquitetônico pode influenciar diretamente a escolha do local de descanso desses mamíferos. Tetos altos e vãos abertos garantem espaço para pendurar-se de cabeça para baixo, postura típica de morcegos durante o repouso. Paredes com frestas, pequenas aberturas e junções imperceptíveis permitem a entrada e saída discretas, sem grande exposição externa. Além disso, a temperatura interna dos imóveis tende a ser mais estável, condição que reduz o gasto energético nos dias frios.
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Outro aspecto relevante é o isolamento acústico e a baixa circulação de pessoas em certas áreas das construções. Corredores raramente usados, sótãos esquecidos e espaços atrás de forros suportam concentrações maiores de morcegos, pois oferecem tranquilidade e segurança. A sensibilidade desses animais a ruídos altos e frequentes faz com que eles evitem locais movimentados, escolhendo cantos silenciosos e pouco perturbados para formar colônias.
Em ambientes urbanos, é comum encontrar espécies como o morcego-marrom (Eptesicus fuscus) e o morcego-de-fruta (Artibeus lituratus) aproveitando construções humanas. Esses animais realizam deslocamentos noturnos para buscar alimento, mas retornam ao seu refúgio durante o dia. A escolha de residências e prédios antigos ocorre também pela proximidade de áreas verdes e fontes de água, que complementam as condições necessárias para sua sobrevivência.
Do ponto de vista ecológico, esses morcegos desempenham papel importante na dispersão de sementes, controle de populações de insetos e polinização. A adaptação ao ambiente construído reflete a capacidade de algumas espécies de explorar novas oportunidades de abrigo, especialmente quando cavernas naturais e árvores ocos se tornam escassos devido ao desmatamento e à expansão urbana.
Entender como a estrutura, o projeto arquitetônico e o nível de ruído influenciam o comportamento de morcegos pode auxiliar profissionais em arquitetura e moradores a adotar medidas de prevenção. Selar frestas incontroladas, instalar telas de proteção em janelas e portas e manter boa ventilação são ações que dificultam o acesso indesejado, respeitando ao mesmo tempo a importância desses animais para o equilíbrio ambiental.

