
Tektitos brasileiros: vestígios vítreos de um impacto cósmico (Foto: Instagram)
Pesquisadores identificaram, pela primeira vez no Brasil, vidros naturais cujas características sugerem a fusão instantânea de materiais rochosos provocada por um impacto cósmico. A análise indica que esses fragmentos se formaram há cerca de 6,3 milhões de anos, quando um corpo extraterrestre colidiu com a Terra, liberando energia suficiente para fundir o solo.
++ Renda passiva turbo: copie o sistema de IA que está fazendo gente comum lucrar
Os achados foram descritos após coleta e estudo detalhado das amostras, que exibem superfícies lisas e cores vítreas incomuns ao contexto geológico local. Técnicas de datação radiométrica confirmaram a antiguidade dos materiais, enquanto análises petrográficas e espectroscópicas destacaram sinais de aquecimento intenso e resfriamento rápido. Esses atributos diferenciam os vidros de formações vulcânicas ou processos de fusão induzidos por alta temperatura no subsolo.
++ Copiloto derrubou avião de propósito vitimando 150 pessoas. Motivo vem à tona!
Os vidros naturais, também chamados de tektitos em estudos internacionais, são produtos de choques de grande intensidade entre meteoritos ou asteroides e a crosta terrestre. A pressão e o calor liberados durante o impacto fundem e vaporizar rochas, expelindo gotículas de magma que se solidificam rapidamente ao entrar em contato com a atmosfera. Essas esferas vítreas podem se deslocar por longas distâncias, guardando características físicas e químicas que registram o evento cósmico.
A datação em torno de 6,3 milhões de anos remete ao período em que mudanças climáticas e geológicas moldavam o continente sul-americano de forma intensa. A descoberta desses vidros in natura no Brasil amplia o entendimento sobre a frequência de eventos de grande impacto em nossa região. Até então, não havia evidências desse tipo em território nacional, embora ocorrências similares já fossem conhecidas em outras partes do mundo.
Essas amostras abrem caminho para novas investigações sobre a distribuição e a quantidade de material gerado por impactos antigos no Brasil. Além disso, contribuem para o registro global de impactos cósmicos, auxiliando no desenvolvimento de modelos que estimam os efeitos ambientais e biológicos relacionados a esses choques. Estudos futuros poderão esclarecer como tais episódios influenciaram a evolução geológica e a história natural de nosso planeta.

