
Mosquitos Aedes aegypti em tubo de ensaio durante ação de vigilância laboratorial (Foto: Instagram)
Em 2025, o estado de São Paulo enfrentou um surto intenso de dengue, contabilizando um total de 881.000 notificações de pessoas infectadas pelo vírus. Entre esses casos, houve 1.122 óbitos confirmados, resultado de complicações decorrentes da doença que se manifestou em diferentes regiões paulistas. Além disso, o balanço oficial apontou 1.461 ocorrências classificadas como graves, nas quais os pacientes apresentaram sintomas mais agudos e exigiram atenção hospitalar especializada.
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Os 1.461 casos graves de dengue incluíram pacientes com sinais de hemorragia, queda brusca de plaquetas e comprometimento de órgãos, caracterizando a forma mais severa da enfermidade. Nidificações do mosquito Aedes aegypti em ambiente urbano e falta de acesso rápido a atendimento médico foram fatores que podem ter influenciado a gravidade desses quadros. A dengue grave costuma demandar internação prolongada e uso de soros e transfusões para estabilizar a pressão arterial e o volume sanguíneo.
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O dengue é causado por um vírus pertencente à família Flaviviridae, dividido em quatro sorotipos distintos. A transmissão ocorre pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti, que se prolifera em áreas urbanas, depositando ovos em recipientes com água limpa e parada. A circulação simultânea de diferentes sorotipos aumenta o risco de infecções repetidas e, consequentemente, de formas mais graves da doença.
Os sintomas iniciais da dengue incluem febre alta, dores intensas no corpo e articulações, dor de cabeça forte e manchas avermelhadas na pele. Após alguns dias, o quadro pode evoluir para sinais de alarme, como dor abdominal persistente, vômitos contínuos e sangramentos nas gengivas ou pele. A classificação clínica estabelece três graus: dengue sem sinais de alarme, dengue com sinais de alarme e dengue grave, esta última associada a complicações que podem levar ao choque hipovolêmico.
Para enfrentar o aumento de casos, as autoridades de saúde paulista intensificaram ações de vigilância entomológica e mobilizaram equipes de agentes de combate às endemias. Entre as medidas adotadas, destacaram-se mutirões de limpeza para eliminação de focos do mosquito, aplicação de larvicidas em áreas críticas e campanhas educativas nas escolas e comunidades. A conscientização da população sobre a importância de manter tonéis, caixas d’água e vasos de plantas livres de água parada foi considerada essencial para reduzir a proliferação do vetor.
Historicamente, São Paulo convive com a dengue desde a década de 1980, apresentando ciclos epidêmicos a cada dois ou três anos. A urbanização acelerada e as mudanças climáticas têm contribuído para o aumento da densidade populacional do Aedes aegypti, favorecendo surtos mais frequentes e intensos. O registro de quase 900 mil casos em 2025 reforça a necessidade de estratégias de controle permanentes, que envolvam não apenas os órgãos de saúde, mas toda a sociedade, em uma ação coordenada contra a doença.
O cenário observado em 2025 evidencia a urgência de avanços no desenvolvimento de vacinas que cubram todos os sorotipos da dengue e no aprimoramento de métodos de diagnóstico precoce. Enquanto não houver uma proteção vacinal universal, a prevenção continua dependente do combate ao vetor e da rápida identificação dos casos suspeitos para evitar o agravamento dos sintomas. A vigilância contínua e a colaboração entre governos, profissionais de saúde e cidadãos serão determinantes para reduzir o impacto da dengue em futuras estações de maior proliferação do mosquito.

