
Pressão acadêmica: estresse elevado reflete-se em altos níveis de cortisol (Foto: Instagram)
Um recente estudo verificou que, a longo prazo, os níveis de cortisol em pós-graduandos são significativamente mais elevados do que em pessoas fora do ambiente acadêmico. O cortisol é um hormônio esteroide produzido pelas glândulas supra-renais, frequentemente associado à resposta ao estresse. Em condições normais, ele segue um ritmo circadiano, com concentração maior pela manhã e declínio ao longo do dia. Porém, quando o estresse se torna constante, esse padrão pode se alterar, resultando em valores persistentemente elevados, o que foi observado nos estudantes de pós-graduação.
++ Renda passiva turbo: copie o sistema de IA que está fazendo gente comum lucrar
O ambiente de pós-graduação costuma ser marcado por prazos apertados, objetivos de pesquisa ambiciosos, pressão para publicação e competição por bolsas e financiamentos. Esses fatores podem contribuir para o aumento crônico do estresse, elevando a produção de cortisol. Além disso, jornadas de trabalho extensas, falta de sono adequado e altos níveis de exigência acadêmica impactam diretamente o bem-estar físico e mental desses estudantes, gerando um ciclo no qual o estresse alimenta a produção de cortisol e vice-versa.
++ Copiloto derrubou avião de propósito vitimando 150 pessoas. Motivo vem à tona!
Em pacientes com níveis cronicamente elevados de cortisol, costumam ser observados efeitos como aumento da pressão arterial, alterações no metabolismo da glicose, redução da densidade óssea e enfraquecimento do sistema imunológico. No campo da saúde mental, os impactos podem incluir maior risco de ansiedade, depressão e comprometimento da memória de curto prazo. Esses efeitos ressaltam a importância de monitorar o hormônio, sobretudo em grupos sujeitos a grandes níveis de exigência e sobrecarga.
A metodologia empregada em pesquisas sobre cortisol geralmente envolve a coleta de amostras de saliva, sangue ou urina em momentos específicos do dia, a fim de analisar os níveis do hormônio em diferentes fases do ritmo circadiano. Para obter resultados confiáveis, os pesquisadores costumam realizar coletas múltiplas ao longo de semanas ou meses, controlando variáveis como alimentação, sono e atividade física. Esse procedimento permite comparar as tendências de produção de cortisol entre diferentes grupos populacionais.
Do ponto de vista fisiológico, o cortisol desempenha funções essenciais, como regular o metabolismo de gorduras, carboidratos e proteínas, além de atuar no controle da resposta inflamatória. Ele age em conjunto com outras moléculas para garantir que o organismo se adapte a situações de tensão. No entanto, quando liberado de forma contínua, pode desencadear reações adversas, como a resistência à insulina e o acúmulo de tecido adiposo na região abdominal.
Diante dos achados, torna-se fundamental que programas de pós-graduação invistam em estratégias de redução de estresse, como oficinas de gestão do tempo, grupos de apoio psicológico e regras claras de supervisão. Práticas individuais, como atividade física regular, técnicas de respiração e planejamento equilibrado de tarefas, também podem ajudar a modular a produção de cortisol. Assim, é possível promover um ambiente acadêmico mais saudável, preservando a qualidade de vida e o desempenho dos alunos.

