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Caso de famílias que optaram por trazer telefones fixos de volta inicia debate sobre desenvolvimento infantil, atenção e habilidades sociais

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Famílias resgatam o telefone fixo para limitar o uso de telas e estimular a interação infantil. (Foto: Instagram)

Algumas famílias brasileiras decidiram reinstalar telefones fixos em suas casas, movimento que tem motivado discussões sobre os impactos dessa escolha no desenvolvimento infantil, na capacidade de concentração e nas habilidades de interação social dos pequenos. A volta desse aparelho tradicional, antes tão comum nos lares, surge como uma tentativa de reduzir a exposição contínua a telas de smartphones e tablets, levantando questões sobre os benefícios e possíveis limitações dessa estratégia.

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Os responsáveis por essas famílias relatam que o retorno dos telefones fixos visa estabelecer momentos específicos de comunicação, evitando o uso desenfreado de celulares para chamadas e aplicativos de mensagens. A ideia é resgatar práticas de diálogo mais estruturado, com ligações programadas em horários pré-estabelecidos, garantindo que as crianças vivenciem conversas mais focadas e sem distrações externas. Eles acreditam que essa medida pode colaborar para o desenvolvimento de uma rotina mais equilibrada, em que o contato digital passe a ter regras claras.

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Especialistas em psicologia do desenvolvimento indicam que a redução de estímulos constantes provenientes de telas favorece o aprofundamento da atenção e o cultivo de habilidades cognitivas relacionadas à escuta e ao diálogo. Pesquisas sobre atenção em crianças sugerem que ambientes com menos dispersões eletrônicas podem contribuir para melhorar a capacidade de concentração em atividades escolares e domésticas. Nesse contexto, a adoção de um telefone fixo, com seu toque característico e posição fixa na residência, funciona como um lembrete físico de horários para interação.

Além do aspecto cognitivo, há também o lado social. As conversas por telefone fixo tendem a ser mais formais e exigem um esforço maior de articulação verbal, pois não contam com recursos visuais ou emojis para complementar a mensagem. Esse formato pode estimular as crianças a desenvolverem um repertório linguístico mais rico e a praticarem habilidades de escuta ativa, fundamentais para a construção de empatia e para a qualidade dos relacionamentos interpessoais. A simples espera até que o outro atenda ao telefone gera, ainda, um exercício de paciência.

Historicamente, os telefones fixos faziam parte da maioria dos lares brasileiros desde meados do século XX, mas perderam espaço a partir da década de 2000 com a popularização de celulares acessíveis e planos de dados mais baratos. Agora, em meio a preocupações crescentes com a superexposição a dispositivos móveis, essas famílias resgatam o equipamento como ferramenta de limitação voluntária de tecnologia, numa espécie de contracultura doméstica. O retorno do aparelho fixo funciona, para elas, como um lembrete dos tempos em que a comunicação era mais pausada e, por vezes, mais valorizada.

O debate segue aberto, com opiniões divididas sobre a efetividade dessa estratégia a longo prazo. Enquanto alguns reforçam a importância de regras claras para o uso de celulares em família, outros enxergam no telefone fixo uma solução complementar, mas não única. Analistas do comportamento infantil recomendam que, independentemente do tipo de aparelho, o fundamental é equilibrar momentos on-line e off-line, promovendo atividades que favoreçam a socialização direta e o desenvolvimento pleno das crianças.

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