Três técnicos de enfermagem, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, foram presos suspeitos de envolvimento em homicídios ocorridos dentro do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. As mortes aconteceram nos meses de novembro e dezembro do ano passado e estão sendo investigadas pela Polícia Civil do Distrito Federal.
As apurações apontam que as vítimas estavam internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Imagens de câmeras de segurança do setor foram analisadas pelos investigadores e tiveram papel central no avanço do inquérito.
Até o momento, as vítimas identificadas pela polícia são uma professora aposentada de 75 anos, moradora de Taguatinga; um servidor público de 63 anos, do Riacho Fundo I; e um servidor público de 33 anos, de Brazlândia.
Em nota, o Hospital Anchieta informou que, ao identificar “circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos na Unidade de Terapia Intensiva”, instaurou um comitê interno para apurar os fatos. A partir das conclusões preliminares, a direção da unidade solicitou a abertura de um inquérito policial. O hospital também afirmou que os ex-técnicos de enfermagem supostamente envolvidos foram demitidos e que as famílias das vítimas foram informadas, com prestação de esclarecimentos.
Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos, um técnico de enfermagem de 24 anos, teria se aproveitado do sistema do hospital aberto no login de um médico para prescrever um medicamento inadequado. Em seguida, ele teria retirado o produto na farmácia da unidade e aplicado nas três vítimas sem autorização ou consulta à equipe médica responsável.
As investigações indicam que duas aplicações ocorreram no dia 17 de novembro e uma no dia 1º de dezembro. Para tentar ocultar a autoria das mortes, o técnico teria realizado massagens cardíacas nas vítimas logo após as aplicações, simulando tentativas de reanimação.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, no caso da paciente de 75 anos, o técnico também teria aplicado desinfetante por meio de uma seringa em pelo menos dez ocasiões, no mesmo dia em que ela sofreu sucessivas paradas cardíacas.
A polícia afirma que o homem de 24 anos foi o responsável direto pela aplicação dos medicamentos, enquanto duas mulheres, de 22 e 28 anos, teriam auxiliado em dois dos crimes. Em depoimento inicial, os três negaram envolvimento, mas, após serem confrontados com as imagens das câmeras de segurança, confessaram participação.
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