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Nova onda de violência na Síria envolve militares ligados ao governo interino e as Forças Democráticas Sírias (SDF)

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Combatente segura bandeira jihadista em área desértica (Foto: Instagram)

Nas últimas semanas, uma nova onda de confrontos agitouno norte da Síria, envolvendo diretamente militares ligados ao governo interino e as Forças Democráticas Sírias (SDF). As escaramuças ocorreram principalmente em áreas fronteiriças com a Turquia, palco de tensões que remontam ao início do conflito sírio em 2011.
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Os relatos indicam que houve uso de armamentos pesados e troca de tiros em vilarejos próximos a Afrin e Manbij, onde a presença das Forças Democráticas Sírias tem se consolidado sob a supervisão de comandantes curdos e árabes. Segundo fontes locais, unidades leais ao governo interino – apoiado pela oposição síria reconhecida internacionalmente – teriam avançado sobre postos controlados pelo SDF, resultando em mortos e feridos em ambos os lados.
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O contexto dessa escalada remonta à fragmentação territorial que se estabilizou após o declínio do autoproclamado Estado Islâmico. As Forças Democráticas Sírias foram organizadas em 2015, com apoio dos Estados Unidos, para combater extremistas no nordeste sírio. Em paralelo, o governo interino foi constituído pela coalizão de grupos de oposição com o objetivo de estabelecer uma administração alternativa à do presidente Bashar al-Assad. Desde então, disputas por áreas estratégicas e recursos naturais têm alimentado a rivalidade entre essas forças.

As Forças Democráticas Sírias (SDF) reúnem combatentes de diversas etnias e religiões, incluindo unidades importantes de YPG (Unidades de Proteção Popular) e formações árabes. A aliança recebeu armamentos e treino em solo norte-americano, o que elevou sua capacidade de manter zonas de autogoverno e autodefesa. Entretanto, essa relação também provocou atritos diplomáticos com Ancara, que considera as milícias curdas uma extensão do PKK, grupo considerado terrorista pela Turquia.

Por sua vez, os militares ligados ao governo interino têm buscado, desde meados de 2017, consolidar presença em regiões antes sob controle do Exército Livre da Síria ou de facções rebeldes islâmicas. Apoiado pela Turquia e pela Arábia Saudita, o governo interino enfrenta o desafio de transitar entre pressões externas e a necessidade de ganhar legitimidade junto à população local. A rivalidade com as Forças Democráticas Sírias decorre principalmente do tabuleiro geopolítico mediado por potências globais.

Essa nova onda de violência agrava ainda mais a situação humanitária na Síria, onde milhões de deslocados internos e refugiados lutam por acesso a serviços básicos. Organizações não-governamentais alertam para o risco de intensificação dos combates e a consequente onda de migração para campos na Turquia e no nordeste sírio. Enquanto isso, a diplomacia internacional permanece em alerta, buscando negociações que possam impedir um colapso total das frágil estabilidade regional.

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