Documentos e mensagens apreendidos pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes e gestão irregular no Banco Master, revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro teria instruído sua equipe a priorizar pagamentos a um escritório de advocacia ligado à esposa de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo reportagem do jornal O Globo.
++ Escultor desenvolve linguagem própria baseada na investigação rigorosa da forma
O contrato em questão teria sido firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, de propriedade da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com a apuração, o acordo previa a prestação de serviços jurídicos ao banco por 36 meses, com uma remuneração mensal de R$ 3,6 milhões, o que elevaria o valor total a R$ 129 milhões se tivesse sido cumprido integralmente.
Ainda de acordo com informações do veículo, as mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicavam que os pagamentos ao escritório eram tratados “como prioridade absoluta” dentro da instituição, e que os repasses “não podiam deixar de ser feitos em hipótese alguma”. O documento teria sido localizado pela PF durante as investigações, que também apuram a emissão de títulos de crédito sem lastro e outros atos considerados potencialmente fraudulentos.
O contrato, no entanto, não foi cumprido na íntegra, pois o Banco Master foi colocado em liquidação extrajudicial pelo Banco Central em 2025 e passou a ter suas operações suspensas. Ainda não está claro quanto foi efetivamente pago ao escritório antes da liquidação.
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