
Beterrabas frescas: sabor adocicado e benefícios para quem convive com diabetes (Foto: Instagram)
A beterraba é conhecida por ser rica em fibras e antioxidantes, apresentando sabor naturalmente adocicado. Essa característica desperta dúvidas em muitos indivíduos com diabetes, que se questionam sobre a segurança de incluir esse alimento na dieta diária e o impacto no controle glicêmico. É fundamental considerar tanto os benefícios nutricionais quanto a resposta glicêmica individual para tomar decisões informadas.
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A composição nutricional da beterraba é um ponto-chave para entender sua relevância em uma alimentação equilibrada. Cada porção contém fibras solúveis e insolúveis, que auxiliam no funcionamento do intestino e podem contribuir para a sensação de saciedade, retardando a absorção de açúcares. Além disso, os antioxidantes presentes no legume, como betalainas e vitamina C, exercem ação anti-inflamatória e protegem as células contra danos oxidativos.
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O índice glicêmico (IG) da beterraba é moderado, variando conforme o método de preparo e o tempo de cozimento. Alimentos com IG médio podem elevar a glicemia em ritmo mais lento do que açúcares simples, mas ainda exigem atenção do diabético. A presença de fibras ajuda a reduzir esse impacto, pois retarda o esvaziamento gástrico e a liberação de glicose na corrente sanguínea. No entanto, monitorar a glicemia após o consumo continua sendo uma prática recomendada.
Outro aspecto relevante é a ação dos nitratos naturais encontrados na beterraba, que são convertidos em óxido nítrico pelo organismo. Esse composto exerce efeito vasodilatador, podendo favorecer a redução da pressão arterial e melhorar a circulação sanguínea. Esses benefícios adicionais podem ser particularmente importantes para pessoas com diabetes, já que a condição está associada a maior risco cardiovascular.
Para incluir a beterraba na dieta de quem tem diabetes, recomenda-se iniciar com porções moderadas: cerca de meia porção de xícara de beterraba cozida ou um copo pequeno de suco diluído com água. É aconselhável combinar a beterraba com fontes de proteína ou gordura saudável, como azeite de oliva, nozes ou sementes, para minimizar picos de glicemia. Avaliar a resposta individual, preferir o preparo ao vapor ou assado e evitar concentrações elevadas em sucos puros são estratégias práticas para aproveitar os benefícios sem comprometer o controle glicêmico.
A incorporação de beterraba na alimentação de pacientes diabéticos pode trazer vantagens, desde que seja realizada com planejamento e monitoramento. A riqueza em fibras, antioxidantes e compostos vasodilatadores oferece suporte ao controle da glicemia, à saúde cardiovascular e ao bem-estar geral. A personalização das porções, o acompanhamento médico e nutricional, bem como a observação das reações individuais, garantem que o consumo de beterraba seja feito de forma segura e eficaz para quem convive com diabetes.

