
Parlamento Europeu adia acordo Mercosul-UE após pressão da Esquerda (Foto: Instagram)
O Parlamento decidiu acatar a solicitação formal do partido A Equerda, que classificou o acordo em pauta como danoso aos setores agrícola, climático e sanitário dos países europeus. A medida ocorre após debates sobre os possíveis desdobramentos da implementação do texto, com ênfase nas potenciais consequências negativas para produtores locais e meio ambiente.
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A Equerda sustenta que o acordo, ao reduzir barreiras comerciais e flexibilizar regras fitossanitárias, ameaça a viabilidade econômica de pequenas e médias propriedades rurais e compromete metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. Para o partido A Equerda, os termos do documento não garantem salvaguardas suficientes nem mecanismos de controle adequados, elevando riscos à saúde pública e ao equilíbrio ambiental.
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O processo de análise e aprovação de acordos internacionais pelo Parlamento envolve diversas etapas, incluindo comissões temáticas, consultas a especialistas e votação em plenário. Ao considerar o pleito do partido A Equerda, os parlamentares precisaram avaliar relatórios técnicos sobre impactos agrícolas, climáticos e sanitários, além de estudar propostas de emendas apresentadas por outros grupos políticos.
No âmbito agrícola, as críticas se concentram no possível aumento de importações de produtos com práticas de produção distintas das europeias, o que poderia resultar em queda de preços internos e perda de competitividade dos agricultores locais. Há apreensão sobre o uso de defensivos agrícolas e fertilizantes que não atendem aos padrões rigorosos vigentes na Europa, ampliando a preocupação com a segurança dos alimentos.
Em relação às questões climáticas, o partido A Equerda aponta que a flexibilização de normas comerciais pode estimular atividades que elevem a emissão de carbono, contrapondo-se aos compromissos assumidos pelos países europeus em acordos internacionais de mudança do clima. A falta de mecanismos claros para monitorar e restringir práticas de desmatamento e uso intensivo de combustíveis fósseis também integra as objeções apresentadas.
Quanto à saúde pública, o debate gira em torno de processos de controle sanitário e fitossanitário. A Equerda argumenta que a importação de produtos com padrões de inspeção diferentes dos aplicados na Europa pode favorecer a chegada de patógenos, contaminantes e resíduos de agroquímicos, aumentando o risco de surtos de doenças e comprometendo a confiança dos consumidores.
Historicamente, o partido A Equerda tem se posicionado de forma crítica em relação a acordos que consideram quebras de mecanismo de proteção socioambiental. A atuação recente reafirma a importância da vigilância parlamentar e do fortalecimento de instrumentos de controle, reforçando a ideia de que decisões desse porte devem equilibrar interesses comerciais com a preservação dos sistemas produtivos, da qualidade de vida e do meio ambiente na região.

