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Pesquisadores registram onças-pintadas com sons semelhantes a miados no Parque Nacional do Iguaçu

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Onça-pintada em vocalização inédita no Parque Nacional do Iguaçu (Foto: Instagram)

Pesquisadores registraram três onças-pintadas emitindo sons parecidos com miados no Parque Nacional do Iguaçu (Paraná). O registro inédito foi obtido por meio de armadilhas fotográficas equipadas com microfones, que captaram essas vocalizações em intervalos variados ao longo de diferentes dias de observação. Trata-se de um comportamento pouco documentado na natureza, pois a onça-pintada costuma ser associada a rosnados, grunhidos e rugidos mais graves do que as produções vocais comparáveis a miados.
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Além de enriquecer o conhecimento sobre a biologia vocal da onça-pintada, o estudo contribui para a compreensão dos padrões de comunicação desses grandes felinos no sul do Brasil. A onça-pintada (Panthera onca) é a maior espécie de felino das Américas e seu alcance original ia desde o sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Atualmente, popu­lações remanescentes ocorrem principalmente em áreas protegidas, como o Parque Nacional do Iguaçu, que abriga ecossistemas variados, desde matas de araucária até florestas ombrófilas densas.
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As vocalizações identificadas lembram o miado de gatos domésticos, mas ocorrem em frequências mais graves e com duração variável, o que aponta para um uso específico no contexto de interação social ou alerta de território. Pesquisadores analisaram espectrogramas dos sons captados e compararam com bancos de referência de outras populações de grandes felinos. Esse tipo de estudo bioacústico é fundamental para entender como a onça-pintada se comunica em ambientes silenciosos e densamente arborizados, onde a visão direta muitas vezes é comprometida.

No âmbito metodológico, as armadilhas sonoras se mostraram eficazes para monitorar felinos sem a necessidade de contato direto ou interferência humana constante. Os equipamentos instalados em pontos estratégicos ao longo de trilhas e beiras de rios possibilitaram captar tanto vocalizações quanto deslocamentos noturnos, ampliando o escopo de informações sobre o comportamento da espécie. Esses dados podem orientar campanhas de conservação, manejo de corredores ecológicos e estratégias para minimizar conflitos com atividades humanas ao redor do Parque Nacional do Iguaçu.

A conservação da onça-pintada depende de áreas protegidas bem manejadas, conectadas por corredores de vegetação nativa. O Parque Nacional do Iguaçu (Paraná) desempenha papel central nesse contexto, pois protege trechos de Mata Atlântica e remanescentes de floresta estacional semidecidual. Além das onças-pintadas, outras espécies ameaçadas, como a anta e o mico-leão-dourado, se beneficiam da manutenção de habitat contínuo e de iniciativas de pesquisa e educação ambiental.

Em longo prazo, o registro de vocalizações similares a miados pode servir como indicador de bem-estar das populações selvagens de onça-pintada e ajudar a monitorar mudanças de comportamento em resposta a pressões externas, como caça ilegal, desmatamento e expansão agrícola. A análise comparativa de gravações ao longo dos anos permitirá avaliar variações regionais e potenciais adaptações acústicas, contribuindo para planos de conservação mais precisos e eficazes.

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