
Atenção aos níveis de glicose: endocrinologista alerta sobre riscos do excesso de açúcar no sangue (Foto: Instagram)
A endocrinologista Raissa Castro ressalta que a concentração elevada de glicose no sangue interfere diretamente no funcionamento adequado do metabolismo. Segundo Raissa Castro, quando o açúcar circulante ultrapassa os limites considerados saudáveis, várias vias metabólicas ficam comprometidas, o que favorece o surgimento de desequilíbrios energéticos e prejudica a utilização eficiente dos nutrientes pelo organismo.
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A glicose é um tipo de açúcar oriundo principalmente dos alimentos ricos em carboidratos, como pães, massas, frutas e doces. Após a ingestão, esse combustível é absorvido pelo trato digestivo e liberado na corrente sanguínea. Em condições normais, o hormônio insulina, produzido pelo pâncreas, facilita a entrada desse açúcar nas células, onde ele é convertido em energia. Quando a glicose permanece em excesso, mesmo com mecanismos de regulação, o corpo passa a apresentar sobrecarga em diversos sistemas.
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Nos quadros em que a glicose se mantém alta de forma crônica, ocorre a resistência à insulina, fenômeno em que as células deixam de responder adequadamente ao hormônio. Esse processo força o pâncreas a produzir quantidades crescentes de insulina, o que, ao longo do tempo, pode levar à falência parcial desse órgão. Como consequência, há acúmulo de glicose na circulação, aumento da inflamação e maior depósito de gordura em locais indesejados, como o tecido abdominal.
No curto prazo, taxas elevadas de glicose podem se manifestar por meio de sintomas como sede excessiva, micção frequente, cansaço e visão turva. Em casos agudos, chega-se ao estado de hiperglicemia grave, no qual o elevado nível de açúcar desregula o pH sanguíneo e pode evoluir para quadros de acidose, colocando em risco a função renal e a estabilidade eletrolítica.
A longo prazo, o impacto se estende a complicações microvasculares e macrovasculares. O excesso de glicose danifica pequenos vasos sanguíneos, favorecendo retinopatia, neuropatia e nefropatia diabética. Já nas artérias de maior calibre, promove aterosclerose, hipertensão e elevação do risco de infarto e derrame. Esses processos ocorrem de forma silenciosa, por isso a importância de monitorar regularmente os níveis de glicose.
Para prevenir o acúmulo perigoso de glicose no sangue, Raissa Castro recomenda mudanças de estilo de vida, como alimentação balanceada, prática regular de atividades físicas e controle de peso. A endocrinologista Raissa Castro enfatiza a necessidade de orientações médicas periódicas e exames clínicos, permitindo ajustes na dieta e na conduta terapêutica antes que ocorram danos irreversíveis ao organismo.

