
Dólar cai a R$ 5,32, menor fechamento em mais de um mês, e Ibovespa bate recorde histórico (Foto: Instagram)
Na sessão anterior, o dólar comercial registrou queda de 1,13%, encerrando o dia cotado a R$ 5,32, o menor patamar de fechamento em mais de um mês. Ao mesmo tempo, o Ibovespa renovou recordes históricos, impulsionado pelo cenário favorável aos ativos brasileiros e pelo aumento da percepção de menor risco na economia doméstica.
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O movimento de baixa do dólar foi atribuído a diversos fatores combinados: o fluxo de entrada de capital estrangeiro na renda variável, a redução das apostas de alta para a taxa básica de juros (Selic) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e o fortalecimento do real frente a outras moedas emergentes. Além disso, a melhora no humor dos mercados internacionais, com sinais de desaceleração na inflação global, contribuiu para diminuir a demanda por dólares como porto-seguro.
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O Ibovespa, principal índice de ações da B3, atingiu novas máximas ao longo do dia, refletindo o apetite por papéis de setores como financeiro, de commodities e de construção civil. Entre as empresas com maior peso no índice, os bancos figuram em destaque devido ao retorno esperado sobre o crédito e à expectativa de resultados sólidos no segundo semestre. A performance das mineradoras e das exportadoras também foi determinante para empurrar o índice ainda mais para cima.
No âmbito interno, a perspectiva de que o Banco Central mantenha um viés dovish — isto é, com possibilidade de cortes sucessivos na taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano — tem alimentado o apetite dos investidores por ativos de risco. O histórico de controle da inflação, que encerrou o mês passado abaixo da meta, aliado a dados de atividade econômica mais robustos, reforça a confiança de analistas de que o aperto monetário possa ser flexibilizado nos próximos encontros do Copom.
Por fim, o cenário externo permanece um ponto de atenção. O desempenho dos indicadores de emprego e de inflação nos Estados Unidos, bem como as decisões de política monetária do Federal Reserve, seguem impactando os fluxos cambiais e a volatilidade das ações brasileiras. Com a combinação de fundamentos domésticos e clima internacional mais tranquilo, a continuidade da valorização do Ibovespa e a manutenção do dólar em níveis mais baixos dependerão da confirmação dessas tendências nos próximos meses.

