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Revisão de estudos aponta diferenças no microbioma de pessoas com Alzheimer e comprometimento cognitivo leve

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Intestino e cérebro: o papel do microbioma na doença de Alzheimer (Foto: Instagram)

Uma recente revisão de estudos clínicos e observacionais identificou variações significativas na composição do microbioma intestinal de pessoas com doença de Alzheimer e de indivíduos com comprometimento cognitivo leve, em comparação a voluntários saudáveis. A análise consolidou dados de múltiplas publicações científicas, apontando diferenças consistentes em grupos bacterianos e em metabólitos produzidos pelo ecossistema intestinal, o que reforça a hipótese de que alterações na comunicação entre intestino e cérebro podem estar relacionadas ao desenvolvimento e à progressão das patologias neurológicas.

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Os resultados destacaram, entre os participantes com Alzheimer, redução na proporção de bactérias do filo Firmicutes e elevação das do filo Bacteroidetes, além de alterações nos gêneros produtores de ácidos graxos de cadeia curta, como os ácidos butírico e propiónico. No grupo com comprometimento cognitivo leve, observou-se perfil intermediário, com níveis menos expressivos de disbiose em relação ao grupo afetado pela doença de Alzheimer, mas ainda distintos dos controles. Essas diferenças bioquímicas sugerem comprometimento na síntese de nutrientes essenciais e em mecanismos anti-inflamatórios de origem intestinal.

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O trabalho utilizou como critério de inclusão publicações que aplicaram técnicas de sequenciamento de 16S rRNA para identificar a diversidade microbiana em amostras fecais de pacientes com diagnóstico baseado em critérios clínicos estabelecidos, como os parâmetros da National Institute on Aging–Alzheimer’s Association (NIA-AA) para Alzheimer e as diretrizes de Petersen para comprometimento cognitivo leve. As pesquisas abrangeram diferentes regiões geográficas, contemplando populações de países da Europa, da Ásia e das Américas, o que conferiu robustez à comparação entre diversos perfis socioculturais e dietéticos.

Sob a ótica biológica, essa disbiose intestinal pode interferir na chamada via de sinalização intestino-cérebro, um sistema fisiológico que envolve nervo vago, metabolismo de neurotransmissores e integridade da barreira hematoencefálica. Metabólitos produzidos pelas bactérias, como o butirato, exercem efeito neuroprotetor e promotor de resposta anti-inflamatória; sua redução pode agravar processos de neurodegeneração típicos da doença de Alzheimer, caracterizados por acúmulo de placas de amiloide-β e emaranhados neurofibrilares de proteína tau.

As implicações práticas dessas descobertas são promissoras para o desenvolvimento de intervenções baseadas em modulação microbiana, tais como o uso de probióticos, prebióticos e ajustes dietéticos com ênfase em dietas ricas em fibras e compostos bioativos. No entanto, os autores da revisão salientam desafios metodológicos, incluindo a heterogeneidade das amostras, o tamanho limitado de algumas coortes e a necessidade de estudos longitudinais e ensaios clínicos controlados para estabelecer relações de causalidade e avaliar efeitos terapêuticos de longo prazo.

Em conclusão, a revisão de estudos aponta diferenças claras no microbioma de pessoas com Alzheimer e comprometimento cognitivo leve, reforçando a relevância de pesquisas integrativas que considerem fatores microbiológicos como potenciais biomarcadores e alvos terapêuticos. Novas investigações poderão detalhar mecanismos específicos de interação entre o trato gastrointestinal e o sistema nervoso central, contribuindo para estratégias de prevenção e manejo dessas condições neurodegenerativas.

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