
Amostras de minério de terras raras brasileiras. (Foto: Instagram)
Na atualidade, o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras globalmente, ficando atrás apenas da China. Esses minerais incluem 17 elementos da tabela periódica, como lantânio e neodímio, que são fundamentais para o funcionamento de tecnologias de ponta. A vasta quantidade de reservas brasileiras reforça o protagonismo do país em um mercado estratégico, onde a demanda por componentes de alto desempenho segue em expansão.
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As terras raras receberam esse nome porque, ao serem descobertas no século XIX, apareciam em concentrações baixas e eram pouco encontradas em rochas comuns. Na prática, esses elementos apresentam propriedades eletromagnéticas e catalíticas muito valorizadas pela indústria. Sua extração exige processos de beneficiamento e separação complexos, envolvendo etapas de moagem, flotação, dissolução ácida e extração por solventes.
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O uso de terras raras está presente em ímãs de alto desempenho usados em motores elétricos, turbinas eólicas, discos rígidos de computadores e sistemas de guiamento em satélites. Além disso, componentes eletrônicos de smartphones, tablets e veículos elétricos dependem de neodímio e disprósio para gerar campos magnéticos intensos em dimensões reduzidas. Esse perfil tecnológico faz das terras raras um insumo de valor crescente conforme a indústria avança rumo à digitalização e à transição energética.
Embora existam jazidas em outras regiões do planeta, hoje a China se destaca não apenas pelas reservas, mas também pelo domínio dos processos de refino e purificação. Isso faz com que grande parte da oferta mundial passe por complexas etapas industriais chinesas antes de chegar ao mercado global. A concentração de capacidade fabril em um único país eleva riscos de rupturas no fornecimento, despertando em economias consumidoras o interesse por fontes alternativas, como as encontradas no território brasileiro.
O desenvolvimento de uma cadeia de valor local para terras raras no Brasil enfrenta desafios ambientais e logísticos. A mineração em larga escala requer equipamentos especializados e padrões de controle de resíduos para evitar contaminação de solo e água. Por outro lado, o potencial econômico é expressivo: a monetização desses elementos pode gerar empregos, atrair investimentos e fortalecer a indústria nacional. Estratégias de sustentabilidade, aliadas a tecnologias mais limpas de processamento, são essenciais para viabilizar a exploração sem comprometer ecossistemas.
Com reservas equivalentes a uma fração considerável do total mundial, o Brasil possui potencial para se firmar como um ator chave no mercado de terras raras. O aproveitamento consciente desse recurso pode contribuir para a competitividade do setor mineral brasileiro, ampliar relações comerciais e reduzir a dependência de cadeias de suprimento concentradas. Entender a relevância dessas reservas é fundamental para acompanhar as tendências tecnológicas e geopolíticas que moldam o futuro da economia global.

