
Foca resgatada em estado crítico inicia recuperação com supervisão da Fundação Mamíferos Aquáticos (Foto: Instagram)
Resgatado em condições críticas, o mamífero marinho apresentava quadro de apatia e escore corporal abaixo do ideal. Atualmente, encontra-se em recuperação sob acompanhamento especializado da Fundação Mamíferos Aquáticos, que trabalha para restaurar suas funções fisiológicas e seu estado nutricional. A equipe multidisciplinar realiza avaliações diárias para monitorar a evolução e garantir que o animal receba dietas adequadas e suporte clínico. Observações iniciais mostraram pouco movimento e resposta reduzida a estímulos, características que motivaram o resgate e a internação em ambiente controlado.
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Apatia, em mamíferos marinhos, refere-se à redução na atividade motora e no interesse por interações ou alimentação, particularmente preocupante em animais selvagens. Já o escore corporal é uma medida padronizada que avalia a quantidade de gordura e massa muscular, sinalizando possíveis deficiências nutricionais. Quando esse índice cai abaixo dos parâmetros esperados, o animal fica mais vulnerável a doenças e à incapacidade de nadar e se alimentar, afetando sua sobrevivência na natureza. Por isso, avaliações regulares são fundamentais nas fases iniciais de qualquer reabilitação.
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A fadiga e o baixo escore corporal podem ter várias origens, como eventos de encalhe, emaranhamento em redes de pesca, mudanças climáticas que impactam a oferta de alimento ou contaminação de ecossistemas. Esses fatores podem levar ao desvio de comportamentos normais, como a busca por presas e deslocamentos. Em muitos casos, após o resgate, observam-se sinais de estresse fisiológico e inflamações, exigindo protocolos de cuidado que visam reduzir processos infecciosos e restabelecer o equilíbrio orgânico do animal.
O escore corporal é calculado por meio de inspeções visuais e palpação, levando em conta pontos de referência anatômicos como costas, cristas vertebrais e região pélvica. Profissionais experientes atribuem notas que vão de muito magro a obeso, permitindo criar planos nutricionais específicos. Em reabilitação, o aumento gradual de peso e o ganho de massa muscular são sinais positivos. Simultaneamente, são realizados exames de sangue e ultrassonografias para acompanhar a saúde interna e detectar possíveis alterações em órgãos vitais.
A reabilitação inclui alimentação fracionada com dietas ricas em proteínas e minerais, administração de fluidos para corrigir desidratação e sessões de fisioterapia aquática para estimular a musculatura. A Fundação Mamíferos Aquáticos também utiliza enriquecimento ambiental para incentivar comportamentos naturais de caça e mergulho, preparando o animal para o retorno ao habitat. Todo esse processo pode durar semanas ou meses, dependendo da gravidade do quadro inicial e da resposta individual, mas é essencial para assegurar que o mamífero recupere autossuficiência antes de ser liberado.

