O cão comunitário conhecido como Orelha morreu após ser alvo de um espancamento brutal na Praia Brava, em Florianópolis. O animal, que vivia na região e era cuidado por moradores, foi atraído durante a madrugada por um grupo de quatro adolescentes. Segundo relatos de testemunhas, o cachorro atendeu ao chamado dos jovens abanando o rabo antes de ser submetido a uma sessão de tortura que incluiu perfurações com pregos na cabeça e agressões que deixaram o cérebro exposto.
++ Luan Pereira se manifesta contra crueldade após morte de Orelha em Florianópolis
Encontrado na manhã seguinte ainda vivo, mas em estado de agonia, Orelha foi levado às pressas para atendimento veterinário. Devido à gravidade dos ferimentos e à impossibilidade de recuperação médica, os profissionais optaram pela eutanásia para interromper o sofrimento do animal. O crime causou revolta na comunidade local, que registrou um boletim de ocorrência e acionou a Delegacia de Proteção Animal para apurar a autoria das agressões.
Informações divulgadas por moradores em redes sociais indicam que o porteiro que denunciou o caso teria sofrido ameaças por parte dos responsáveis pelos adolescentes envolvidos. Diante da gravidade do episódio e da sensação de impunidade, foi iniciado um abaixo-assinado que busca pressionar por mudanças na legislação brasileira, defendendo que crimes violentos contra animais tenham penas equivalentes às aplicadas em casos de agressões contra seres humanos.
A mobilização pública ressalta que o silêncio em torno desses casos contribui para que a tortura animal continue sendo tratada como uma infração menor. “Crueldade é crime. Tortura é crime. E deve ser julgada com o mesmo peso, seja a vítima humana ou não”, afirmam os organizadores da petição.

