Romário fez uma análise aprofundada sobre como a presença de Neymar na Copa do Mundo pode influenciar o desempenho da Seleção Brasileira. Em entrevista exclusiva ao LeoDias Esportes, o ex-jogador ressaltou que a ausência do camisa 10 representaria uma perda significativa de qualidade técnica e competitiva para o Brasil, reduzindo drasticamente as possibilidades de levantar o troféu.
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Romário questionou se Neymar voltará a estar completamente recuperado de lesões e problemas físicos que o afastaram recentemente dos gramados. O ex-atacante lembrou que lesões no pé e nas articulações costumam demandar recuperação longa, além de um período de readaptação tática no ritmo de seleções de alto nível, o que gera dúvidas sobre a condição ideal do atleta às vésperas da competição.
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Mesmo diante dessa incerteza física, Romário admitiu que aceitaria convocar Neymar se ele conseguisse retornar a pelo menos 70% do seu potencial. Segundo o Baixinho, o peso da camisa 10 e o prestígio do nome de Neymar exercem impacto direto sobre os demais atletas, que depositam grande confiança no companheiro para decisões em momentos decisivos.
Romário ressaltou o papel de liderança técnica que Neymar ocupa dentro de campo, comparando-o ao estilo de liderança que exercia em sua própria carreira. Para ele, um líder técnico é aquele jogador em quem a equipe confia para resolver jogadas sob forte pressão, carregando o time nas horas mais cruciais.
“Eu não estou comparando o Neymar ao que eu fui. Estou dizendo o que é um líder técnico. É o cara em quem você confia e diz: dá a bola para ele que ele resolve”.
O ex-jogador também mencionou que, pelo que tem ouvido e lido, esta pode ser a última edição de Copa do Mundo para Neymar, já que conquistar o título atualmente representa o sonho maior do atleta. Romário pontuou que, depois de tantos anos de Seleção Brasileira, o atacante vive a expectativa de alcançar o único objetivo que ainda falta em sua carreira.
Ao projetar um cenário em que Neymar fique fora da competição, Romário foi categórico ao afirmar que, embora não seja impossível o Brasil erguer o troféu sem o camisa 10, as chances de título caem em 90%. Essa estimativa mostra o valor que o líder técnico agrega ao conjunto em torneios de mata-mata, como costuma ser a fase decisiva da Copa do Mundo.
Na mesma entrevista, Romário relembrou sua própria trajetória em Mundiais e a frustração de não ter participado da Copa do Mundo de 2002. Ele atribuiu sua exclusão ao critério técnico adotado pela comissão de Felipão, que optou por não convocá-lo, decisão que o impediu de se tornar campeão naquele ano.
Romário recordou ainda a não convocação para a Copa de 1998, quando também ficou de fora por “sacanagem da comissão técnica”. Na ocasião, ele acredita que poderia ter contribuído ao grupo, mesmo sem garantir o título, reforçando como decisões técnicas do elenco influenciam trajetórias individuais e resultados coletivos.

