
Chuva intensa alaga ruas de São Paulo e provoca transtornos no trânsito (Foto: Instagram)
Na tarde de terça-feira (27/1), uma chuva intensa atingiu a capital paulista, provocando alagamentos generalizados e transtornos no trânsito. Em questão de horas, o volume de água excedeu a capacidade de escoamento das galerias de drenagem, deixando diversos bairros ilhados e afetando o deslocamento de moradores e trabalhadores pela cidade.
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Segundo levantamentos preliminares, ao menos 16 vias ficaram alagadas na capital paulista, das quais seis chegaram a ficar completamente intransitáveis. Diversos pontos de alagamento registraram veículos submersos e interrupções de linhas de ônibus, enquanto equipes de apoio monitoravam áreas críticas para evitar acidentes e resgates de pedestres e motoristas.
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Os episódios de chuva forte na capital paulista não são raros, especialmente durante o verão, quando sistemas de baixa pressão em níveis médios da atmosfera interagem com o calor e a umidade típicos da região. Esses fenômenos podem resultar em pancadas de curta duração, mas de alta intensidade, capazes de sobrecarregar rapidamente a infraestrutura urbana de drenagem.
A topografia acidentada de São Paulo apresenta vales naturais e áreas baixas que funcionam como coletores de água pluvial. Quando o volume de chuva supera a capacidade de absorção do solo e o dimensionamento das redes de galerias, as ruas se transformam em verdadeiros rios temporários. Esse cenário é agravado pela ocupação irregular de várzeas e pela impermeabilização do solo em áreas urbanas, reduzindo o escoamento natural.
Além dos prejuízos a veículos e imóveis, o alagamento de vias na capital paulista afeta diretamente o transporte público e a mobilidade urbana. Linhas de ônibus têm itinerários desviados, e sob trilhos de trens e metrô, poças e enxurradas podem atrasar a circulação. Em casos extremos, a Defesa Civil emite alertas e orientações para evitar locais de risco, enquanto equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) sinalizam as áreas interditadas.
À medida que São Paulo enfrenta episódios cada vez mais frequentes de precipitações intensas, especialistas em gestão ambiental e urbanismo ressaltam a importância de investimentos em sistemas de retenção, como bacias de detenção e parques lineares, além da manutenção periódica de bocas de lobo e galerias. A expansão de áreas verdes e a permeabilização de calçadas também são apontadas como medidas complementares para reduzir o impacto das chuvas fortes na capital paulista.

