
Quarto exposto após parede ceder em casa atingida por tempestade na Grande SP (Foto: Instagram)
Um forte temporal no meio da tarde atingiu diversas cidades da Grande SP, provocando o transbordamento de córregos, alagamentos generalizados, rajadas de vendaval, queda de granizo e intensa atividade de raios em várias regiões. A precipitação repentina fez com que valas e córregos urbanos ultrapassassem suas margens, invadindo ruas e avenidas principais. O vendaval arrancou galhos de árvores e causou queda de objetos soltos em calçadas. Enquanto isso, o granizo variou entre pedras pequenas e médias, afetando a visibilidade de motoristas e pedestres. Relâmpagos rasgaram o céu em vários pontos, reforçando a gravidade do sistema de tempestade que passou sobre a Grande SP.
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A formação desse tipo de temporal está relacionada à combinação de ar quente e úmido com a chegada de umidade em altos níveis da atmosfera, condição típica do verão no Sudeste do país. Células de convecção intensas se organizam rapidamente em instabilidades, resultando em chuvas fortes e repentinas. O granizo se forma quando gotículas de água são transportadas para camadas frias da atmosfera por correntes de ar ascendentes, congelando antes de precipitar. Já os raios surgem pelo atrito de partículas de gelo em diferentes temperaturas, gerando descargas elétricas. A interação desses fenômenos torna o cenário de tempestade especialmente perigoso e imprevisível.
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Em razão do vendaval e da queda de granizo, diversos pontos da Grande SP registraram redução de tráfego em vias importantes, interrupção de transporte público e bloqueios em cruzamentos alagados. A água acumulada dificultou o acesso de veículos de socorro e provocado lentidão no trajeto de ambulâncias e bombeiros. Além disso, o granizo danificou coberturas de residências e estabelecimentos comerciais, resultando em vidros estilhaçados e fachadas comprometidas. A combinação de raios e chuva forte elevou o risco de curto-circuito na rede elétrica, levando concessionárias a emitir alertas sobre possíveis pane de energia.
A ocorrência de enxurradas e alagamentos em áreas urbanas da Grande SP está diretamente associada ao alto grau de impermeabilização do solo e à falta de capacidade dos sistemas de drenagem para dar conta de volumes extraordinários de água. Concretos, asfalto e muros impedem a infiltração natural, escoando grande parte do líquido pelas ruas. Nas últimas décadas, o crescimento acelerado da região metropolitana reduziu áreas verdes e bacia de retenção, amplificando o potencial de enchentes. Especialistas apontam que manutenções periódicas em galerias e limpezas de canaletes ajudam a diminuir impactos, mas não eliminam o problema em eventos extremos.
As autoridades meteorológicas recomendam atenção redobrada ao cidadão durante e após a tempestade. É indicado evitar locais próximos a árvores, fachadas comprometidas e instalações elétricas expostas. Ao dirigir, adotar velocidade reduzida e manter distância segura de outros automóveis. Caso ocorram inundações rápidas, buscar abrigo em pontos altos e não tentar atravessar trechos alagados a pé ou de carro. Em situações de risco, acionar o serviço de emergência para registro de ocorrências e auxílio imediato.

