Maria Audenete Ferreira do Nascimento, moradora da comunidade de Muquém, na região metropolitana de Fortaleza, viveu até os 41 anos com o corpo e a mente de uma criança de dois anos por causa de um grave caso de hipotireoidismo congênito. A condição foi consequência de um diagnóstico tardio de hipotireoidismo congênito grave, doença presente desde o nascimento.
Audenete nasceu com deficiência na produção dos hormônios da tireoide, responsáveis pelo metabolismo e pelo desenvolvimento do corpo. Sem acompanhamento médico nos primeiros meses de vida, a doença comprometeu de forma irreversível seu crescimento físico e mental.
Segundo relatos familiares, Maria Audenete teria levado uma vida considerada normal se o problema tivesse sido identificado nas primeiras semanas após o nascimento. No entanto, o diagnóstico só ocorreu quando ela tinha oito anos, período em que os prejuízos ao organismo já eram permanentes.
Desde a infância, ela não apresentou avanços no desenvolvimento motor, cognitivo ou físico. Ao longo da vida adulta, permaneceu dependente de cuidados básicos, sem desenvolver fala, autonomia ou capacidade de locomoção independente.
Morando com familiares em Muquém, Audenete viveu sob os cuidados da família até sua morte, em junho de 2022.

