
Duques de Sussex geram polêmica ao exibir títulos reais em documentário da Netflix (Foto: Instagram)
A polêmica veio à tona depois que Harry e Meghan optaram por ostentar seus títulos reais em um documentário distribuído pela Netflix. A decisão desencadeou debates acalorados sobre a compatibilidade dessa prática com os protocolos da família real britânica. Especialistas em tradição monárquica e comentaristas de mídia passaram a questionar até que ponto o uso dos títulos de “príncipe” e “duquesa” por Harry e Meghan em produções comerciais pode gerar rupturas diplomáticas ou mesmo cláusulas contratuais complexas no acordo firmado com a plataforma de streaming. O tema ganhou força nos bastidores do palácio e nos corredores de produções audiovisuais internacionais.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A menção explícita aos títulos reais levanta dúvidas sobre cláusulas de imagem e direitos de uso previstos no acordo entre Harry e Meghan e a Netflix. Fontes próximas à família real britânica teriam expressado preocupação de que o marketing de um documentário baseado em status oficial possa ser interpretado como exploração comercial de prerrogativas reais. Fontes do mercado de streaming estimam que o contrato firmado fique entre os mais altos já assinados por membros de uma família real. Em paralelo, executivos da Netflix enfrentam pressão para equilibrar o respeito ao protocolo monárquico com a liberdade criativa exigida pelos duques de Sussex.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
Na Casa de Windsor, os títulos de príncipe, princesa, duque e duquesa são tradicionalmente concedidos pelo monarca em carta patente e possuem regras rígidas para uso público. Durante séculos, membros da família real precisaram seguir orientações formais ao citar ou exibir suas designações oficiais em documentos, aparições e eventos de Estado. No entanto, Harry e Meghan, ao empreenderem projetos de forma autônoma, buscam navegar por um território onde a linha entre patrimônio institucional e marca pessoal se torna progressivamente tênue.
O contrato firmado entre Harry e Meghan e a Netflix, anunciado em 2020, prevê produções de conteúdo variado, incluindo documentários, séries e especiais. Até o momento, já foram lançados documentários e entrevistas que abordam a experiência do casal fora do País de Gales, seus projetos filantrópicos e reflexões sobre saúde mental. Apesar do êxito inicial de algumas produções, a discussão atual sobre o uso de títulos oficiais poderá redefinir cláusulas de promoção, distribuição e eventuais vetos de imagens associadas à família real.
Do ponto de vista jurídico, a exploração de símbolos e títulos reais em obras audiovisuais envolve regulamentações que vão desde direitos de imagem até obrigações contratuais internacionais. A iniciativa de Harry e Meghan pode ser vista como teste de resistência dessas normas. Caso a monarquia entenda que houve violação de protocolo, medidas disciplinares ou revisões contratuais poderão ser acionadas. Essa dinâmica acende alertas sobre o equilíbrio entre liberdade de expressão e respeito a instituições históricas.
No horizonte, Harry e Meghan acompanham o impacto dessas decisões sobre sua imagem pública e seus futuros projetos. A recepção do público e as reações da coroa britânica deverão influenciar não apenas negociações futuras com a Netflix, mas também a trajetória do casal na mídia internacional. Com o contrato se aproximando de renovações ou possíveis extensões, a dupla precisará avaliar cuidadosamente como referenciar seus títulos oficiais em futuras produções, de modo a preservar tanto sua marca pessoal quanto a harmonia com a família real.

