
Mauro Cid em cerimônia oficial antes de integrar a reserva remunerada (Foto: Instagram)
O Exército confirmou a aprovação do pedido de Mauro Cid para passar a compor a reserva remunerada das Forças Armadas a partir de fevereiro. Com a decisão, o militar que submeteu sua solicitação está apto a receber proventos mensais, mantendo vínculo jurídico com a União e ficando à disposição dos órgãos de defesa em caso de convocação extraordinária. A autorização formaliza o desligamento de atividades regulares e estabelece a transição para o regime que permite dedicar-se a outros interesses, ao mesmo tempo que preserva obrigações militares essenciais.
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A reserva remunerada das Forças Armadas é prevista em legislação específica, como o Estatuto dos Militares (Lei nº 6.880/1980), que define critérios de elegibilidade, direitos e deveres dos integrantes. Nesse regime, o militar deixa de exercer funções diárias, mas continua vinculado às Forças Armadas, podendo ser convocado em situações de emergência ou mobilização nacional. Além disso, recebe remuneração proporcional ao posto ou graduação, assegurando estabilidade financeira enquanto segue sujeito a algumas normas disciplinares e pode participar de cursos de aperfeiçoamento ou atividades de caráter excepcional.
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O processo para ingressar na reserva remunerada envolve avaliação de tempo de serviço, cumprimento de requisitos administrativos e análise de conveniência para as Forças Armadas. Após protocolar o pedido, o interessado aguarda publicação de portaria que oficializa o enquadramento da reserva. Durante esse período, o Exército verifica o histórico funcional, a existência de eventuais encargos ou processos disciplinares e confere se o militar preenche as condições mínimas estipuladas em regulamentos internos. A medida também contribui para a gestão de pessoal, pois permite adequar o quadro ativo às necessidades de planejamento estratégico.
Historicamente, a figura do reservista remunerado surgiu para equilibrar a disponibilidade de recursos humanos com o dimensionamento das Forças Armadas em tempos de paz e conflito. A adoção desse instituto garante que profissionais experientes, como Mauro Cid, possam retornar ao serviço ativo em circunstâncias excepcionais, oferecendo suporte técnico e operacional sem a necessidade de manutenção de um contingente permanente maior do que o requerido. Com isso, preserva-se a expertise adquirida ao longo da carreira militar e assegura-se maior flexibilidade à estrutura de defesa do país.

