
Lagartixa em ambiente urbano: aliada silenciosa contra insetos (Foto: Instagram)
De acordo com especialistas, as lagartixas se tornaram habituais em residências e construções nas cidades modernas. Esses répteis de pequeno porte adaptam-se bem aos ambientes urbanos, aproveitando frestas em paredes, janelas e forros para se abrigo. Ao contrário do que muitos imaginam, as lagartixas não trazem riscos à saúde humana, pois não carregam patógenos nocivos ou parasitas que possam infectar pessoas. Sua presença pode, inclusive, ser vista como um indicativo de bom equilíbrio ecológico nos espaços construídos.
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A convivência entre seres humanos e lagartixas remonta a tempos antigos, quando as casas eram mais simples e as frestas abundantes. Ao longo das décadas, o processo de urbanização intensificou a proliferação desses répteis, que encontraram nichos seguros para caçar insetos. Em muitos lares, a visão de uma lagartixa correndo pela parede é encarada com curiosidade, e não como ameaça. Hoje, pesquisadores ressaltam que esse tipo de interação natural contribui para reduzir a população de insetos indesejados sem acarretar prejuízos à saúde dos moradores.
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Especialistas destacam que o ciclo de vida das lagartixas não envolve nenhum estágio em que possam transmitir doenças para humanos. Diferentemente de roedores, baratas e moscas, esses répteis não procuram resíduos alimentares ou ambientes contaminados. Sua alimentação baseada essencialmente em pequenos insetos, como mosquitos, moscas e traças, faz com que atuem como controladores biológicos naturais. Além disso, o trato digestivo das lagartixas não é hospedeiro de agentes patogênicos preocupantes, segundo estudos de ecologia urbana.
Outro aspecto relevante apontado pela comunidade científica refere-se à capacidade de reprodução das lagartixas em ambientes confinados. Em condições adequadas de temperatura e umidade, algumas espécies podem desovar em frestas ou embaixo de objetos. No entanto, mesmo quando ocorrem posturas de ovos em locais residenciais, a densidade populacional tende a se manter estável, sem explosões populacionais que comprometam o bem-estar humano. Essa característica reforça a ideia de que as lagartixas não se comportam como pragas.
Além das funções ecológicas, há relatos de que a presença desses répteis pode ter efeitos positivos indiretos na saúde mental dos moradores, pois estimulam a observação da natureza em meio ao concreto. Embora muitas pessoas sintam um leve desconforto ao vê-las, o conhecimento de que elas não representam perigo e ainda prestam um serviço gratuito de controle de insetos tende a alterar essa percepção. Assim, a valorização das lagartixas reflete uma compreensão mais ampla dos benefícios da biodiversidade em áreas urbanas.
Em síntese, as lagartixas configuram-se como aliados silenciosos na manutenção do equilíbrio entre o ambiente construído e o mundo natural. Ao dispensarem o uso de produtos químicos para conter insetos, esses répteis colaboram para um cenário urbano mais saudável e sustentável. Para quem se depara com uma lagartixa em casa, a recomendação é permitir sua livre circulação, garantindo o controle de mosquitos e outros artrópodes sem riscos à saúde. Dessa forma, a convivência harmoniosa reforça o papel das lagartixas como parceiras inesperadas no cotidiano das cidades.

