
Xadrez das criptomoedas: fraude com USDT leva colombiano a oito anos de prisão (Foto: Instagram)
Daniel Uribe Arteaga, natural da Colômbia, foi condenado a oito anos de prisão após ter sido considerado culpado pelo subtração de 1,5 milhão em USDT, um criptoativo pareado ao dólar. A decisão judicial levou em conta provas documentais e rastreamentos de transferências em blockchain, que permitiram às autoridades identificar movimentos suspeitos e atribuir diretamente ao acusado as operações fraudulentas envolvendo tokens da stablecoin Tether.
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O montante desviado correspondia a aproximadamente US$ 1,5 milhão em USDT, criptomoeda que busca manter valor equivalente ao dólar americano por meio de reservas atreladas em moeda fiduciária ou ativos de alta liquidez. Segundo o processo, Daniel Uribe Arteaga acessou contas controladas por terceiros e realizou transações sem autorização, desviando recursos que estavam sob custódia de uma plataforma de câmbio local. A apuração do caso envolveu perícia técnica em registros on-chain e cooperação internacional para confirmação de recebimento e envio dos valores.
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Os stablecoins, como o USDT, têm atraído investidores por oferecerem menos volatilidade em comparação a outras criptomoedas, visto que cada unidade de USDT teoricamente conta com lastro em reservas reais que garantem a paridade de valor. Entretanto, a operacionalidade desses tokens em redes públicas de blockchain pode ser usada por agentes maliciosos para movimentar grandes quantias sem controles rigorosos de identificação, sobretudo quando as plataformas de negociação não seguem protocolos de segurança adequados ou possuem falhas de auditoria.
No contexto da Colômbia, a legislação sobre crimes cibernéticos e fraudes financeiras prevê sanções severas para quem explora vulnerabilidades em sistemas de pagamento digital e em ativos criptográficos. A condenação de Daniel Uribe Arteaga reflete a intensificação das investigações por parte do Ministério Público e de entidades regulatórias locais, que passaram a exigir maior transparência e conformidade por parte de exchanges e custodiante de criptoativos. O caso também serviu de alerta para investidores, enfatizando a necessidade de diligência ao escolher prestadores de serviço no setor.
As penas aplicadas a crimes envolvendo criptoativos podem variar de acordo com o valor envolvido e a complexidade das operações fraudulentas. No caso de USDT, as autoridades consideram agravantes o uso de redes descentralizadas para ocultar a origem dos recursos e a tentativa de lavagem de capital. A sentença de oito anos de prisão representa um marco em litígios envolvendo stablecoins na América Latina, demonstrando que práticas ilícitas no universo digital podem resultar em punições equivalentes às de crimes financeiros tradicionais.
Com o crescimento expressivo do mercado de criptomoedas, aumentam também as iniciativas para fortalecer a segurança e a regulação dos ativos digitais. Especialistas destacam a importância de ferramentas de monitoramento em tempo real e de políticas de “know your customer” (KYC) mais rígidas, capazes de coibir desvios como os atribuídos a Daniel Uribe Arteaga e garantir maior proteção a usuários e investidores. A expectativa é que futuros aprimoramentos em auditorias on-chain e em procedimentos judiciais tornem mais efetiva a responsabilização de fraudadores no ambiente cripto.

