
Réu durante audiência no STF enquanto a CPI do Crime Organizado protocola requerimento a Fachin. (Foto: Instagram)
Na sessão deliberativa desta semana, um senador protocolou junto ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), um requerimento no âmbito da CPI do Crime Organizado. No documento, o parlamentar solicita providências específicas e esclarecimentos sobre procedimentos internos que envolvem a atuação das instâncias judiciais na investigação de organizações criminosas. A medida reforça a pressão do Congresso para obter informações detalhadas sobre possíveis falhas institucionais no combate ao crime organizado.
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O requerimento apresentado ao ministro Fachin inclui pedidos de acesso a relatórios sigilosos, informações sobre prazos de tramitação e dados referentes a casos de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas que tramitam em instâncias superiores do Judiciário. Além disso, o senador requer que o STF e o CNJ forneçam cronograma de ações e eventuais autuações disciplinares adotadas contra magistrados que possam ter falhado no enfrentamento dessas práticas ilícitas. O documento segue rito regimental da CPI do Crime Organizado e aguarda análise da comissão.
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O Supremo Tribunal Federal é a mais alta corte do país, responsável pela guarda da Constituição e por julgar questões de grande relevância constitucional. Já o Conselho Nacional de Justiça atua como órgão de controle administrativo e disciplinar do Poder Judiciário, supervisionando corregedorias e promovendo diretrizes de gestão judiciária. Edson Fachin ocupa desde sua nomeação o cargo de ministro do STF e, ao exercer a presidência simultânea do CNJ, acumula competências que permitem maior sinergia entre as duas instituições. Em sua carreira, Fachin já conduziu julgamentos relevantes relacionados ao crime organizado, além de coordenar atividades administrativas no CNJ.
A CPI do Crime Organizado foi instalada recentemente pelo Senado com a finalidade de investigar redes criminosas que atuam em âmbito nacional, abrangendo crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de entorpecentes. As comissões parlamentares de inquérito têm poderes de investigação equivalentes aos de autoridades judiciais, podendo convocar depoentes, requisitar documentos e realizar diligências. Os trabalhos da CPI do Crime Organizado preveem audiências públicas com representantes do Ministério Público, da Polícia Federal e de instituições financeiras para colher depoimentos e documentos que possam subsidiar as investigações.
A apresentação do requerimento a Fachin, presidente do STF e do CNJ, sinaliza a intenção da CPI do Crime Organizado de verificar não apenas o trabalho policial, mas também eventuais lacunas judiciais que possam comprometer a eficácia das investigações. Analistas parlamentares apontam que esse tipo de iniciativa tende a reforçar mecanismos de fiscalização e aperfeiçoamento dos processos legais, assegurando maior transparência e responsabilidade institucional. A comissão deve deliberar sobre o pedido nas próximas sessões e definir prazos para o recebimento das informações solicitadas.

