
Acidente aéreo em ribanceira mata piloto em Campo Erê (SC) (Foto: Instagram)
Um piloto morreu neste sábado (31/1) depois que a aeronave na qual ele viajava despencou em uma ribanceira no município de Campo Erê, situado na região Oeste de Santa Catarina. As equipes de resgate foram acionadas imediatamente, mas o piloto não resistiu aos ferimentos e foi declarado morto no local.
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O acidente foi registrado ainda durante a tarde, segundo os primeiros relatos das autoridades locais. Testemunhas afirmam que a queda foi súbita e que o equipamento de socorro – formado por bombeiros voluntários e profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) – chegou ao ponto do impacto em poucos minutos.
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Campo Erê é um dos municípios localizados em uma área com relevo bastante acidentado, caracterizado por morros, vales profundos e ribanceiras que formam desafios naturais para operações de voo de pequeno porte. Na tarde de sábado, a combinação de terreno íngreme e vegetação densa pode ter dificultado o acesso rápido das equipes de emergência ao piloto.
O estado de Santa Catarina, na região Sul do Brasil, possui uma extensa malha aérea dedicada, sobretudo, a aeronaves leves e de táxi aéreo. A diversidade do relevo catarinense, com serra, planalto e costa, exige atenção redobrada dos pilotos na fase de pouso e decolagem, assim como durante sobrevoos em baixa altitude.
A apuração do caso ficará a cargo da Polícia Civil de Santa Catarina, que deverá contar com o apoio de peritos em aviação para examinar a cena do acidente, verificar documentos da aeronave e ouvir possíveis depoimentos de quem presenciou a queda. O procedimento investigativo busca identificar causas técnicas ou humanas que tenham contribuído para o descontrole e a consequente queda.
Voos de pequeno porte dependem de manutenção preventiva rigorosa e checagem das condições meteorológicas antes de cada decolagem. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) estabelece normas para garantir a segurança das operações, incluindo inspeções periódicas dos sistemas de hélices, motores e instrumentos de navegação.
Em regiões como o Oeste de Santa Catarina, onde o acesso por terra pode ser comprometido pelo relevo fechado, as equipes de socorro contam com protocolos específicos de comunicação e consolidação de informações em tempo real. Isso inclui a utilização de rádios de alta frequência e coordenadas geográficas detalhadas para otimizar o tempo de resposta e aumentar as chances de atendimento a vítimas de acidentes aéreos.

