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CPMI do INSS pediu à Advocacia do Senado que argumentasse com Dias Toffoli por dados sigilosos de Daniel Vorcaro

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CPMI do INSS solicita quebra de sigilo de servidor (Foto: Instagram)

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS solicitou formalmente à Advocacia do Senado que apresentasse ao ministro Dias Toffoli um pedido para quebrar o sigilo de documentos e informações relativos a Daniel Vorcaro. A iniciativa visa obter dados considerados essenciais pela CPMI para avançar na investigação de eventuais concessões indevidas de benefícios sociais e apurar responsabilidades. Neste contexto, o papel da Advocacia do Senado seria intermediar o pleito junto ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal.

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No requerimento enviado, a CPMI do INSS especificou a necessidade de acesso a extratos bancários, declarações de Imposto de Renda e eventual interceptação de registros telefônicos de Daniel Vorcaro, em um período ainda não divulgado oficialmente. Segundo parlamentares envolvidos, tais elementos seriam fundamentais para comprovar movimentações financeiras e esclarecimentos sobre transações que teriam relação direta com processos de concessão de benefícios pelo Instituto Nacional do Seguro Social.

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Em resposta preliminar, a Advocacia do Senado manifestou cautela diante da possibilidade de interferência na esfera de prerrogativas da autoridade judicial, ressaltando o princípio constitucional da separação de poderes e a inviolabilidade do sigilo judicial. O recado interno revela preocupação com a eventual autorização de Dias Toffoli, uma vez que pedidos similares já foram questionados por entidades de classe e órgãos de controle quanto ao alcance permitido a comissões parlamentares.

Daniel Vorcaro, alvo do pleito, ocupa posição de destaque na estrutura do INSS, atuando na cúpula do órgão responsável pela regularização e distribuição de aposentadorias e auxílios. A exigência de suas informações pessoais e funcionais encontrou resistência de advogados que apontam não haver previsão legal clara para quebra de sigilo em casos de servidores que não respondem a processos disciplinares ou criminais em curso.

A criação da CPMI do INSS remonta a denúncias protocoladas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal ao longo do ano passado, apontando supostas fraudes em concessões de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. O colegiado foi instalado com o objetivo de examinar contratos, convênios e práticas administrativas do instituto, envolvendo também perícias médicas e gastos com terceirizações.

Sob a ótica jurídica, a tentativa de obter dados sigilosos de Daniel Vorcaro envolve debate sobre competência de comissões parlamentares versus prerrogativas judiciais. No âmbito do Supremo Tribunal Federal, casos que discutem medidas de produção de provas contra servidores públicos costumam exigir autorização em processos de jurisdição voluntária ou representação criminal, e não em requerimentos dirigidos por comissões parlamentares.

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