O jornalista Rodolfo Oliveira, em artigo publicado no Jornal Diário 360, classificou a gestão orçamentária do governo como um “manifesto ideológico com nota fiscal”. A crítica central do texto foca no redirecionamento de R$ 1,16 bilhão retirado do Sistema Único de Saúde (SUS) para o setor audiovisual, que recebeu um aporte de R$ 1,41 bilhão, segundo ele. Para o comunicador, a escolha política favorece o financiamento de produções culturais enquanto a rede pública de saúde sofre com a escassez de leitos e medicamentos.
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O colunista aponta que a contenção de R$ 7,7 bilhões, realizada para o cumprimento de metas fiscais, teve como alvo principal o atendimento básico. “A contenção de R$ 7,7 bilhões para cumprir metas fiscais escolheu seu alvo predileto: o paciente do SUS”, escreveu Oliveira, citando ainda um estudo da UFBA que projeta o risco de 50 mil mortes prematuras até 2030 em função da redução de investimentos na área.
Para o jornalista, o cenário revela uma inversão de prioridades por parte do Planalto, que optaria por “estetizar a narrativa” por meio de séries e editais em vez de valorizar profissionais de saúde e garantir o atendimento hospitalar. Em sua análise, Oliveira afirma que a gestão atual trata a saúde como um gasto, enquanto utiliza a verba cultural como uma ferramenta estratégica.
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A crítica encerra destacando o contraste entre a necessidade médica e o fomento artístico estatal. De acordo com o texto, o atual retrato do país mostra que a prioridade governamental “não é o soro na veia, mas a câmera na mão; não é o médico no posto, mas o produtor com projeto aprovado”.


