
Perícia médica e psicológica auxilia investigações de crimes sexuais por fraude (Foto: Instagram)
Uma investigação policial revelou a ocorrência de crimes de abuso e violação sexual mediante fraude contra vítimas que não tinham plena consciência dos atos praticados contra elas. As apurações indicam que o autor do crime se aproveitava de fragilidades psicológicas e de situações de confiança para enganar as vítimas, obtendo vantagem ilícita. Após a prisão do suspeito, a Polícia Civil acredita que novas pessoas possam surgir com relatos semelhantes, à medida que tomam conhecimento dos procedimentos adotados pelo investigado. Esse tipo de delito costuma demandar cuidado especial nas fases de instrução e coleta de provas.
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A violação sexual mediante fraude encontra amparo na legislação brasileira, em especial no artigo 215-A do Código Penal, que prevê pena de reclusão para quem obtém consentimento mediante artifício, fraude ou outro meio que impeça a livre manifestação de vontade da vítima. Por se tratar de crime hediondo, a lei estabelece medidas restritivas mais severas e prazos processuais reduzidos para garantir celeridade na apuração. No Brasil, esse tipo de delito exige provas robustas e oitiva de testemunhas, muitas vezes com acompanhamento psicológico, para resguardar a integridade das pessoas envolvidas.
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O trabalho de investigação em casos de crime sexual mediante fraude envolve perícia técnica, análise de conversas digitais e depoimentos de vítimas, além de exame psicológico para avaliar eventuais traumas. As autoridades costumam solicitar quebra de sigilo telemático e bancário do suspeito, buscando rastrear comunicações ou movimentações financeiras que comprovem a obtenção de vantagem ilícita. Delegados e promotores especializados também podem requisitar laudos periciais complementares para reforçar a consistência das provas, garantindo maior respaldo jurídico ao processo penal.
No panorama nacional, a subnotificação de crimes sexuais é um dos principais obstáculos ao combate à violência. Estima-se que boa parte das vítimas não procura a autoridade policial por receio de exposição ou por não entender totalmente os seus direitos. Em resposta, diversas campanhas de conscientização e centros de apoio foram criados para orientar sobre o que caracteriza a violência sexual e como acionar serviços de assistência. A rigorosa investigação e a atenção ao acolhimento das vítimas são fundamentais para desestimular a impunidade e prevenir a ocorrência de novos delitos.

