
Aquário de Nova York leva 20 pinguins para recintos internos diante de frio extremo (Foto: Instagram)
Em Nova York (EUA), um aquário localizado na região central da cidade decidiu transferir 20 pinguins para recintos internos, após a chegada de uma onda de frio intenso que atingiu o nordeste dos Estados Unidos. Segundo especialistas, as temperaturas despencaram para níveis próximos a -20 graus Celsius, valor considerado extremo mesmo para espécies adaptadas ao frio. A medida emergencial foi adotada para preservar a saúde das aves, já que exposições prolongadas a condições abaixo do patamar habitual podem comprometer a imunidade e o bem-estar dos animais que habitualmente desfrutam de áreas externas climatizadas.
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Os pinguins mantidos nesse aquário são de espécies que, em seu habitat natural, enfrentam variações climáticas significativas, mas raramente veem temperaturas tão severas abaixo de -20 graus. Em condições normais, os recintos externos contam com sistemas de aquecimento e proteção contra o vento, além de áreas com água gelada que emulam o ambiente marinho. No entanto, quando as mínimas extrapolam as faixas de conforto, os profissionais responsáveis pelo cuidado dos animais monitoram indicadores de estresse térmico e providenciam abrigo adequado.
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Desde anos atrás, aquários que abrigam aves marinhas desenvolvem protocolos de emergências climáticas. Esses procedimentos incluem monitoramento constante de sensores de temperatura, sistemas de aquecimento de reserva, planos de contingência e treinamentos específicos para equipes de manejo animal. Antes de uma possível exposição a condições extremas, a equipe veterinária avalia parâmetros fisiológicos dos pinguins, como frequência cardíaca e nível de atividade. Em seguida, o grupo é deslocado para áreas internas, onde o ambiente é controlado, assegurando temperaturas estáveis, supervisão contínua e acesso a dietas enriquecidas para manter o metabolismo em equilíbrio.
A atual onda de frio que atingiu Nova York (EUA) é consequência de uma massa de ar ártica que se deslocou em direção ao sul do continente, fenômeno comumente associado ao vórtice polar. Durante o episódio, ventos gelados e rajadas intensas agravaram a sensação térmica, fazendo com que moradores relatem temperaturas percebidas ainda mais baixas. Autoridades locais advertiram sobre o risco de hipotermia e queimaduras de frio em pessoas e animais expostos. Diante desse cenário, centros zoológicos, parques e aquários redobraram cuidados para proteger suas espécies sensíveis.
Embora pinguins possuam camadas de gordura e penas especiais que lhes conferem resistência ao frio, quando expostos a condições extremas sem um gradual ajuste podem desenvolver problemas de saúde. Entre os riscos estão a diminuição da atividade do sistema imunológico, complicações respiratórias e alterações no metabolismo energético. Por isso, manter os 20 pinguins em recintos internos com temperatura regulada garante que essas aves continuem saudáveis até que o frio intenso se dissipe. Assim que as condições climáticas se normalizam, a equipe reavaliará o retorno gradual dos animais às áreas externas.

