
Policiais civis carregam sacos com armas, munições e drogas apreendidas na operação na comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias. (Foto: Instagram)
Uma ação recente das forças de segurança concentrou-se na comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, apontada como um dos principais pontos de atuação do CV. Durante esta etapa da operação, agentes vistoriaram becos e acessos próximos a construções irregulares, buscando desarticular a rede de tráfico que estaria sob comando da facção. O objetivo central é enfraquecer a estrutura criminosa e recuperar o controle do território.
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Os resultados preliminares apontam apreensões de armas, munições e pequenas quantidades de entorpecentes, o que reforça relatos de moradores sobre a presença constante de traficantes. A comunidade Vai Quem Quer ganhou notoriedade entre especialistas em segurança pública por abrigar esconderijos improvisados, usados pelo CV para abastecer rotas de distribuição em bairros vizinhos.
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Há décadas, Duque de Caxias enfrenta disputas territoriais entre facções que buscam controlar pontos estratégicos para a comercialização de drogas. A comunidade Vai Quem Quer destaca-se por sua localização geográfica, próxima a vias de acesso importantes e a regiões com alta demanda de consumidores. Essa conjuntura facilita a logística do CV, que estabelece pontos de venda e coordena motociclistas e carros para a entrega.
Analistas também ressaltam que a dinâmica de poder imposta pelo CV em Duque de Caxias envolve o recrutamento de jovens moradores, muitas vezes atraídos por ganhos financeiros rápidos. A falta de opções de emprego formal e a precariedade dos serviços públicos na região contribuem para a consolidação de redes criminosas. Em resposta, a operação incluiu ações de inteligência e apoio social, com o intuito de oferecer alternativas à juventude local.
A ligação histórica entre Duque de Caxias e o crime organizado remonta a conflitos por território que ganharam força especialmente nos últimos 20 anos, quando o CV expandiu sua influência desde as favelas do Rio de Janeiro para municípios da Baixada Fluminense. Atualmente, o uso de tecnologia para monitorar rotas e comunicação cifrada auxilia a facção a driblar operações policiais, exigindo estratégias cada vez mais sofisticadas das autoridades.
Fontes oficiais afirmam que a próxima fase da ofensiva na comunidade Vai Quem Quer incluirá reforço no policiamento ostensivo e unidades de Polícia Civil trabalhando em mutirão investigativo. A expectativa é de que, ao interromper o ciclo de abastecimento comandado pelo CV, seja possível reduzir os índices de homicídios e o tráfico de drogas em Duque de Caxias. Paralelamente, programas sociais devem ser intensificados para evitar o vácuo de poder e oferecer suporte a moradores afetados pelos combates.

