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Desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael completa um mês sem pistas, diz delegado Ederson Martins

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Um mês após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, as buscas em Bacabal (MA) continuam sem desvendar o paradeiro das crianças. O delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil do Maranhão, Ederson Martins, afirmou que já são 30 dias de investigação, com um inquérito robusto, recheado de documentos, depoimentos e diligências, mas ainda sem conclusão definitiva.

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O inquérito é conduzido por uma comissão especial composta por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, ultrapassando 200 páginas que englobam relatos, reconstruções do trajeto e análises técnicas. As equipes envolvidas nas buscas prestaram depoimentos e entregaram relatórios que se tornaram parte essencial das provas reunidas nas apurações.

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Entre as principais diligências, os investigadores reconstruíram o percurso de um carroceiro desde o ponto onde ele encontrou as crianças até a entrega dos menores no povoado. Houve também a reconstituição do último local em que Ágatha Isabelly e Allan Michael estiveram juntos, com a participação do primo Anderson Kauan, de 8 anos, autorizado judicialmente a relatar os passos seguidos pelos irmãos.

Todos os registros das forças que atuaram no terreno — incluindo os cães farejadores, equipes em canoas e aeronaves — estão sendo solicitados para integrar o inquérito como prova material. O Corpo de Bombeiros, a Marinha e o Exército Brasileiro foram requisitados a fornecer documentação completa das operações, valorizando a expertise dos cães de faro nas áreas de mata fechada e cenário de difícil acesso.

Ágatha Isabelly, Allan Michael e Anderson Kauan desapareceram após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. Três dias depois, Anderson Kauan foi localizado por carroceiros em uma estrada do povoado Santa Rosa, mas as crianças menores seguem sem notícias desde então.

Mais de mil pessoas participaram das ações de busca, entre agentes estaduais, federais e voluntários. O trabalho teve a colaboração de investigadores da Polícia Civil, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública, do Centro Tático Aéreo (CTA), do Batalhão de Choque da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Marinha. Drones com câmeras termais, mergulhadores, botes, lanchas e duas aeronaves do CTA deram suporte na varredura de áreas alagadas e trechos de mata.

Até 23 de janeiro, a Marinha fez varreduras em 19 quilômetros do rio Mearim, utilizando side scan sonar para mapear o fundo mesmo em águas turvas. Posteriormente, as buscas em terra foram reduzidas, e o foco passou a ser a investigação policial. A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) segue de prontidão para retomar ações de campo caso surjam novos indícios.

De acordo com o secretário de Segurança do Maranhão, Maurício Martins, os cães farejadores confirmaram o trajeto relatado por Anderson Kauan até uma “casa caída”, descrição dada pelo menino. Foi nesse ponto que ele e os primos se separaram: Anderson seguiu um caminho, enquanto Ágatha Isabelly e Allan Michael foram por outro. A área, embora a apenas 3,5 quilômetros em linha reta da comunidade, pode alcançar cerca de 12 quilômetros de percurso real devido a lagoas, trilhas e mata densa.

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