
Bandeira do Mercosul hasteada em Brasília durante o início da tramitação do acordo com a União Europeia (Foto: Instagram)
O acordo de livre comércio negociado entre Mercosul e União Europeia teve a tramitação iniciada esta semana no Congresso Nacional, em Brasília, com a participação oficial de membros do Parlasul. Esse primeiro passo formal marca o início da análise legislativa para eventual ratificação do pacto, que pretende reduzir tarifas de importação, eliminar barreiras não tarifárias e ampliar o fluxo de bens e serviços entre os dois blocos. A representação do Parlasul no evento reforça o papel do Parlamento do Mercosul como instância consultiva e deliberativa, responsável por debater as implicações políticas, econômicas e sociais do acordo antes de seu envio às casas legislativas dos países-membros.
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O Parlamento do Mercosul, conhecido como Parlasul, foi estabelecido em 2006 com o objetivo de dar voz aos cidadãos dos Estados-membros nas decisões do bloco regional. Composta por representantes eleitos e designados de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, a instância realiza sessões ordinárias e comissões temáticas para discutir integração política, defesa de direitos e propostas de desenvolvimento sustentável. No contexto do acordo de livre comércio, o Parlasul exerce papel consultivo fundamental: emite pareceres sobre aspectos regulatórios e propõe ajustes que possam beneficiar as cadeias produtivas locais, fortalecendo o processo de construção de consensos antes da aprovação final no Congresso.
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O Mercado Comum do Sul, conhecido pela sigla Mercosul, nasceu em 1991 com o Tratado de Assunção e consolidou-se como uma união aduaneira entre seus membros fundadores. Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai integram o bloco, que busca promover a livre circulação de mercadorias, serviços, capitais e pessoas. A Venezuela, anteriormente membro pleno, está atualmente suspensa, e a Bolívia está em processo de incorporação formal. Além da eliminação de tarifas, o Mercosul coordena políticas macroeconômicas e adota regimes comuns de comércio exterior, fomentando a competitividade regional e atraindo investimentos externos.
A União Europeia, por sua vez, tem suas origens no início da integração europeia, com a Comunidade Econômica Europeia de 1957, evoluindo para a configuração atual em 1993 por meio do Tratado de Maastricht. Composta por 27 Estados-membros, a União Europeia estabelece um mercado único que elimina barreiras alfandegárias internas e harmoniza normas técnicas em setores como agricultura, indústria e serviços. O euro, moeda comum de 20 países do bloco, facilita as transações comerciais e financeiras. O escopo regulatório e diplomático da União Europeia também engloba políticas de desenvolvimento regional e coesão social, aspectos considerados nas negociações de acordos externos.
Com a tramitação iniciada no Congresso, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia poderá avançar por fases de análise em comissões temáticas, audiências públicas e votação no plenário. Caso seja aprovado, cada país do Mercosul deverá ratificar o tratado conforme seus procedimentos internos e constitucionais, enquanto a União Europeia concluirá o processo de assinatura e promulgação por meio do Parlamento Europeu e dos conselhos de chefes de Estado. Em longo prazo, o pacto promete diversificar destinos de exportações, fortalecer cadeias de valor e consolidar a integração entre América do Sul e Europa, configurando um dos maiores blocos de comércio do mundo.

