
Obesidade eleva risco de infecções graves em até três vezes (Foto: Instagram)
Um estudo com 540 mil pessoas demonstrou que indivíduos com obesidade apresentam até três vezes mais chance de desenvolver infecções graves em comparação a quem tem peso dentro dos parâmetros considerados saudáveis. A pesquisa analisou registros clínicos e dados demográficos, levando em conta fatores como idade, sexo e presença de outras condições crônicas, para estabelecer o grau de risco associado ao excesso de peso.
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Os autores do levantamento coletaram informações ao longo de vários anos em diferentes regiões do país, formando uma grande coorte que inclui participantes de diversas faixas etárias. O trabalho também levou em consideração distúrbios metabólicos frequentemente associados à obesidade, como diabetes tipo 2 e hipertensão, a fim de isolar o impacto específico do índice de massa corporal sobre a vulnerabilidade a infecções.
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Especialistas em imunologia e saúde pública apontam que o estado inflamatório crônico característico da obesidade costuma comprometer a resposta imune, reduzindo a capacidade do organismo de combater patógenos. A presença de tecido adiposo em excesso altera a secreção de citocinas e hormônios, o que pode prejudicar a eficiência das células de defesa, como linfócitos e macrófagos.
Estudos anteriores já sugeriram uma correlação entre obesidade e infecções mais severas, mas o levantamento com 540 mil pessoas representa um dos maiores esforços para quantificar essa elevação de risco em termos estatísticos robustos. Além de reforçar a importância de intervenções precoces no controle do peso, esse tipo de pesquisa auxilia na elaboração de protocolos clínicos direcionados a pacientes com comorbidades associadas à obesidade.
Do ponto de vista das políticas públicas, os resultados indicam a necessidade de fortalecer campanhas de prevenção e promoção de hábitos saudáveis, bem como de aperfeiçoar a vigilância epidemiológica em populações com alto índice de massa corporal. A integração entre ações de educação em saúde, programas de atividade física e acompanhamento nutricional pode reduzir hospitalizações em decorrência de infecções graves.
Para minimizar os riscos, profissionais de saúde recomendam que pessoas com obesidade façam avaliações médicas periódicas e adotem estratégias de mudança de estilo de vida, incluindo dieta balanceada, prática regular de exercícios e manejo do estresse. Com isso, além de melhorar a qualidade de vida, é possível diminuir significativamente a probabilidade de complicações infecciosas.

