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Deputada Dra. Silvana critica iniciativa do governo federal por ignorar igrejas e família no combate à violência contra mulheres

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Dra. Silvana critica exclusão de igrejas e famílias em ações federais contra a violência de gênero (Foto: Instagram)

A deputada Dra. Silvana (PL-CE) afirmou que a mais recente política do governo federal para enfrentar a violência contra as mulheres falha ao desconsiderar o papel das igrejas e o apoio familiar. Em sua avaliação, a estratégia oficial privilegia ações de cunho exclusivamente estatal, deixando de lado a influência social e espiritual de instituições comunitárias e laços familiares na prevenção e no acolhimento de vítimas.

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Em pronunciamento no plenário, Dra. Silvana ressaltou que o governo federal tem apresentado planos e diretrizes que priorizam exclusivamente órgãos públicos e serviços de segurança, mas não estabelecem parcerias nem envolvem líderes religiosos e famílias, considerados fundamentais para a rede de proteção e orientação às mulheres em situação de risco. Para a parlamentar, essa lacuna compromete a eficácia das medidas de prevenção e de recuperação.

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Dados oficiais mostram que o Brasil registra milhares de denúncias de violência doméstica contra mulheres a cada ano. Segundo levantamentos de órgãos públicos, as religiões de base cristã e as comunidades de fé mantêm forte penetração junto a famílias vulneráveis, sendo citadas como fonte de acolhimento, orientação e encaminhamento para serviços de assistência social. Assim, especialistas nacionais afirmam que a participação dessas instituições na rede de proteção poderia contribuir para reduzir o índice de reincidência e estimular o protagonismo feminino.

Em muitas regiões, as igrejas desenvolvem ações de conscientização sobre direitos da mulher, oferecem grupos de apoio psicológico e até promovem cursos de capacitação profissional. Essa atuação comunitária, quando bem articulada com políticas públicas, reforça uma abordagem integrada para enfrentar a violência de gênero. Para Dra. Silvana, deixar de fora essas estruturas locais é desperdiçar uma oportunidade de se articular diretamente com mulheres em situação de vulnerabilidade.

A família, por sua vez, tem papel central no suporte emocional e na construção de redes de cuidado. Ao considerar apenas a atuação de delegacias, serviços de proteção e instituições governamentais, a política federal ignora o vínculo afetivo e a possibilidade de mobilização comunitária que surgem em núcleos familiares. A parlamentar do PL-CE defende que programas de prevenção deveriam incluir capacitação de familiares para identificar sinais de abuso, encaminhar denúncias e oferecer apoio imediato às vítimas.

Em nova intervenção, a deputada Dra. Silvana destacou que é preciso ampliar o diálogo entre Executivo, Assembleia Legislativa, líderes religiosos e organizações não governamentais que atuam na linha de frente do enfrentamento à violência contra mulheres. Segundo ela, somente um esforço conjunto e multidisciplinar, que respeite a diversidade de crenças e valores das comunidades, garantirá maior efetividade às ações protetivas.

Entre as sugestões apresentadas por Dra. Silvana, estão a criação de comitês locais de apoio, compostos por representantes de igrejas, famílias de vítimas, profissionais de saúde, assistência social e segurança pública. Essa proposta busca estabelecer canais permanentes de articulação para receber denúncias, prestar acolhimento psicológico e orientar sobre direitos legais, garantindo que as mulheres tenham acesso facilitado a todas as etapas de proteção.

Para encerrar, Dra. Silvana reforça que, sem considerar a força social das igrejas e a importância do engajamento familiar, o governo federal perde a chance de construir um programa de combate à violência contra as mulheres mais amplo e profundo. Ela conclui que somente um modelo que integre Estado, sociedade civil, instituições de fé e lares conseguirá gerar resultados duradouros na prevenção e no enfrentamento desse grave problema social.

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