
Folia protegida: previna infecções íntimas no Carnaval (Foto: Instagram)
O Especialista alerta para um crescimento no número de infecções íntimas durante o período de Carnaval, atribuindo esse fenômeno principalmente às condições de calor intenso, alta umidade e maior frequência de relações sexuais sem proteção. Conforme observações clínicas e dados de atendimentos em unidades de saúde, as consultas relacionadas a queixas ginecológicas e urológicas tendem a subir de forma significativa nesse período festivo. A combinação de suor, roupas justas e contato prolongado faz com que fungos e bactérias proliferen com mais facilidade em regiões sensíveis, elevando o risco de candidíase, vaginose e outras afecções.
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As manifestações mais comuns incluem coceira, ardor, corrimento com odor diferenciado e desconforto durante a micção ou a relação sexual. Em pacientes do sexo feminino, a candidíase vaginal e a vaginose bacteriana estão entre as principais queixas, enquanto pessoas com genitália masculina podem apresentar balanite por proliferação de fungos ou irritações cutâneas. Além disso, houve registro de casos de foliculite e dermatites causadas por atrito do tecido sintético das fantasias e excesso de suor, condições que favorecem a quebra da barreira natural da pele.
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O Especialista destaca que o aumento da temperatura corporal combinado com a umidade cria um ambiente propício ao crescimento de microrganismos oportunistas. “A pele e as mucosas expostas a condições de calor e umidade por períodos prolongados perdem parte de suas defesas naturais, tornando-se terreno fértil para infecções”, explica. Ele ainda chama atenção para o fato de que a utilização de roupas e calçados molhados por muito tempo pode agravar inflamações e promover fissuras que facilitam a entrada de patógenos.
Para reduzir o risco de contaminações, recomenda-se atenção redobrada à higiene íntima e à ventilação das áreas mais suscetíveis. A troca frequente de roupas, a escolha de tecidos que permitam a evaporação do suor, como algodão, e o uso de roupas íntimas limpas são medidas simples, mas eficazes. Tomar banho logo após a folia e secar bem todo o corpo, especialmente as dobras cutâneas, ajuda a manter a região seca e menos vulnerável à proliferação de fungos e bactérias.
O uso de preservativos continua a ser a forma mais eficiente de prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de proteger contra lesões mecânicas e alergias a lubrificantes ou espermicidas. É essencial evitar relações sem proteção, ainda que se conheça o parceiro, pois algumas ISTs podem ser assintomáticas em um dos parceiros. A recomendação é carregar sempre camisinhas e optar por lubrificantes de base aquosa, que minimizam o risco de irritação.
Ao perceber sintomas como coceira intensa, secreção anormal, ardência ou dor persistente, o ideal é buscar avaliação médica o quanto antes. O diagnóstico precoce permite um tratamento mais rápido e eficaz, evitando complicações e recorrências. Além disso, manter hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, hidratação adequada e descansos periódicos, fortalece o sistema imunológico e auxilia na prevenção de infecções.
Em suma, o Carnaval é uma época de celebração e descontração, mas também exige cuidados específicos com a saúde íntima. Adotar práticas preventivas, estar atento aos sinais do corpo e ter disciplina na higiene pessoal são ações fundamentais para aproveitar a festa sem transtornos. O Especialista reforça que a prevenção é sempre o melhor caminho para curtir o Carnaval com segurança e bem-estar.

