
Montagem mostra o empresário investigado e o suposto intermediário em esquema de fraudes no INSS (Foto: Instagram)
Gustavo Gaspar, empresário investigado na chamada Farra do INSS, permanece sob custódia desde dezembro do ano passado, quando foi preso preventivamente por suspeita de integrar um esquema de fraudes em benefícios previdenciários. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado milhões de reais em pedidos de aposentadorias e auxílios-doença falsos, gerando prejuízo significativo aos cofres públicos.
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As acusações apontam que Gustavo Gaspar e outros envolvidos apresentavam documentos adulterados e laudos médicos forjados para obter liberação de valores junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação sugere que a quadrilha utilizava empresas de fachada e intermediários para ocultar o verdadeiro beneficiário dos recursos. Testemunhas e peritos teriam identificado irregularidades em laudos periciais, reforçando a suspeita de conluio entre médicos e advocacia especializada em demandas previdenciárias.
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O esquema, batizado pela imprensa de Farra do INSS, foi alvo de operação conjunta de autoridades federais e Ministério Público, que apurou como gargalos no processo de análise de benefícios acabavam facilitando fraudes em série. Estima-se que o INSS deixe de arrecadar centenas de milhões de reais anualmente devido a fraudes semelhantes, que sobrecarregam o sistema e atrasam a concessão de aposentadorias legítimas. Operações anteriores já identificaram desvios bilionários e a participação de redes organizadas especializadas em crimes previdenciários.
Em dezembro, ao determinar a prisão preventiva de Gustavo Gaspar, o juízo ressaltou o risco de fuga e a possibilidade de destruição de provas, além de apontar indícios de que o empresário teria influência sobre demais suspeitos. Documentos anexados ao processo mostram movimentações bancárias atípicas e transferências em nome de laranjas. Até o momento, não há previsão de audiência de instrução e julgamento, uma vez que a fase de instrução probatória ainda coleta depoimentos e perícias complementares.
O caso reacende o debate sobre a necessidade de modernização e aperfeiçoamento dos mecanismos de controle no Instituto Nacional do Seguro Social, que atende milhões de brasileiros. Especialistas em políticas públicas defendem a adoção de sistemas de inteligência artificial e cruzamento automático de dados para reduzir fraudes, além de reforçar a fiscalização de parâmetros médicos e previdenciários. Enquanto isso, Gustavo Gaspar segue detido, e o desenrolar das investigações pode trazer novas revelações sobre a extensão da Farra do INSS.

