
Esquema de compra de prefeituras na Bahia exposto em imagem (Foto: Instagram)
Evandro declarou a um interlocutor que teria adquirido o controle de dezenas de prefeituras em diferentes municípios da Bahia, sugerindo uma rede de influência sobre as administrações locais. Segundo o relato, o suposto esquema envolveria repasses financeiros e acordos nos bastidores do poder para garantir a eleição e manutenção de aliados em cargos de prefeito.
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Em outra parte da conversa, Evandro detalhou que os valores negociados variavam conforme o tamanho da cidade e a projeção de arrecadação anual. Ele teria afirmado que, com esses recursos, assegurou votos e influência política suficientes para direcionar obras públicas e contratos de fornecedores locais.
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O histórico de episódios envolvendo compra de prefeituras na Bahia não é inédito. Nos últimos anos, investigações federais já apontaram casos semelhantes em que operadores políticos teriam atuado para favorecer determinados grupos em eleições municipais. A prática, além de ferir a legislação eleitoral, compromete a transparência e a autonomia dos governos locais, afetando diretamente a prestação de serviços básicos à população.
Celetistas e servidores públicos de municípios baianos frequentemente relatam pressões para encaminhamentos de licitações e contratações de acordo com interesses partidários. Em alguns processos judiciais, testemunhas afirmaram ter sido coagidas a apoiar candidatos apontados por agentes que se responsabilizavam por “viabilizar” recursos para as cidades, configurando prática de caixa dois e crime de corrupção eleitoral.
A Constituição Federal estabelece que gestores devem primar pelo interesse público e pela legalidade nos atos administrativos. A compra de prefeituras esbarra diretamente nesse princípio, podendo levar à cassação dos mandatos e à aplicação de sanções civis e criminais. Caso seja comprovado formalmente o relato de Evandro, haverá abertura de inquérito para apuração dos fatos, com possibilidade de medidas cautelares para bloquear bens e impedir eventual influência no processo eleitoral.
Evandro voltou a reforçar, em sua fala, que as negociações também incluíam promessas de cargos e nomeações em secretarias municipais, garantindo a fidelidade dos beneficiados. A prática, caso confirmada, caracteriza um modelo de clientelismo e captura do Estado pela iniciativa privada ou por grupos políticos, configurando grave violação dos direitos democráticos e da igualdade de condições entre os candidatos.

