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Quadrilha de chineses distribuía eletrônicos de São Paulo para todo o Brasil

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Viaturas da Polícia Civil em operação que desmantelou quadrilha de contrabando de eletrônicos em SP (Foto: Instagram)

Uma quadrilha de chineses atuava na distribuição de produtos eletrônicos de São Paulo para o restante do país, movimentando cerca de R$ 1,1 bilhão ao longo de sua operação. Investigadores descobriram que o grupo montou uma estrutura complexa de armazenagem, roteirização de cargas e falsificação de documentos fiscais para driblar a fiscalização. Segundo as apurações, as mercadorias incluíam desde celulares e tablets até acessórios como fones de ouvido e cabos de dados, todos comprados no atacado ou trazidos por vias não oficiais. A análise dos volumes transportados indicou que a rede operava em diversos estados, usando modais rodoviários e armazenamentos clandestinos para evitar bloqueios.

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Para fazer chegar os eletrônicos a destinos em regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul, a quadrilha de chineses se valia de motoristas contratados por meio de intermediários. Os veículos saíam de centros de distribuição em bairros estratégicos de São Paulo, onde toda a carga era reunida e inspecionada antes de partir. Documentos supostamente legais acompanhavam as notas fiscais, mas continham valores subavaliados ou descrições genéricas, como “componentes de informática”. Dessa forma, tributos como ICMS e Imposto de Importação acabavam sendo pagos de forma reduzida ou não pagos.

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A sede das operações funcionava em galpões reservados em distritos logísticos de São Paulo, onde scanners de código de barras eram utilizados para organizar o estoque e acelerar o despacho. As investigações apontam que integrantes da quadrilha de chineses adquiriam notas fiscais de empresas de fachada para dar aparência de legalidade às remessas. Ao chegarem aos estados de destino, os carregamentos eram distribuídos a pequenos revendedores, que comercializavam os eletrônicos por preços abaixo dos praticados no varejo formal.

O valor total de R$ 1,1 bilhão considera tanto a compra como a venda dos produtos, incluindo a suposta economia tributária. Especialistas em comércio exterior explicam que esse tipo de esquema de mercado paralelo costuma ocorrer quando há diferença grande entre o preço internacional e a carga tributária local. No Brasil, a alta carga de impostos sobre produtos eletrônicos cria espaço para que operadores ilegais ofereçam vantagens de preço, mesmo correndo riscos de apreensão e multas.

Além das perdas de arrecadação para os cofres públicos, o modelo de atuação da quadrilha de chineses traz impactos diretos ao consumidor final. Existe a possibilidade de produtos sem certificação de segurança, que podem não ter homologação de órgãos como o Inmetro, oferecendo riscos elétricos ou problemas de durabilidade. Em casos de defeitos, o comprador não encontra garantia formal, pois a proveniência informal dificulta o ressarcimento.

Profissionais de logística destacam ainda que operações dessa natureza exigem coordenação de várias etapas: importação, clandestinidade, transporte e revenda. Esse tipo de rede se aproveita de brechas na fiscalização de fronteiras e de rotas internas, mas o monitoramento eletrônico de cargas e a troca de informações entre agências federais têm se intensificado. A expectativa é que, com a divulgação desse caso, outras quadrilhas diminuam o volume de fraudes ou busquem métodos ainda mais sofisticados, exigindo aperfeiçoamento constante nos sistemas de controle.

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