Lance seu negócio online com inteligência artificial e comece a ganhar dinheiro hoje mesmo com o iCHAIT.COM

Celso Bertolo Cruz, Cesar Bertolo Cruz e Cezar Augusto Miquelof Terração depõem em inquérito sobre morte de Juliana Faustino Bassetto

Date:


Os sócios proprietários da academia C4 Gym — Celso Bertolo Cruz, Cesar Bertolo Cruz e Cezar Augusto Miquelof Terração — prestaram depoimento na tarde desta quarta-feira (11/2) no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), em São Paulo, no inquérito que apura a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. A docente foi vítima de um quadro de intoxicação após frequentar a piscina do estabelecimento no último sábado (7/2).

++ Aprenda a usar IA para criar novos negócios e gerar renda passiva

Os empresários foram indiciados por homicídio com dolo eventual, tipificação que no Direito penal brasileiro refere-se ao crime em que o agente assume o risco de produzir o resultado. Em depoimento, Celso Bertolo Cruz, Cesar Bertolo Cruz e Cezar Augusto Miquelof Terração explicaram a divisão de funções dentro do grupo Borghi Natação, ao qual a C4 Gym está vinculada. Segundo relataram, ficaram surpresos com o episódio e atribuem a causa à manipulação incorreta de cloro pelo funcionário responsável pela piscina, o manobrista Severino José da Silva.

++ Três técnicos de enfermagem são presos após suspeita de assassinatos em série na UTI

Em seu interrogatório, Celso Bertolo Cruz afirmou ser o sócio encarregado pela manutenção predial e técnica da Borghi Natação e disse contar com certificação para tratamento de piscinas desde 2023. Ele explicou que, embora já supervisionasse os serviços, só se tornou responsável técnico formalmente após obter o certificado. Com base em sua habilitação, Celso garantia orientações sobre a dosagem de cloro a partir de medições realizadas pelo manobrista Severino e enviadas em fotos via aplicativo. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas e máscaras, eram disponibilizados pela academia, mas o sócio não soube justificar por que o funcionário não os utilizava e admitiu ausência de controle formal de entrega desses itens.

Segundo a defesa de Celso, em início de 2025 a piscina apresentou turvação e espuma, fato que levou à suspensão temporária das atividades e à contratação de empresa especializada para normalizar a água por alguns dias. Apesar de proposta para terceirizar permanentemente o serviço, ele optou por manter a manutenção sob sua supervisão, alegando que as falhas até então eram pontuais e sem risco à saúde. “Meus filhos e familiares de outros sócios frequentam a piscina, que sempre considerei de extrema confiança”, declarou.

Ao relatar imagens captadas pelas câmeras internas, Celso descreveu que Severino abriu um balde de cloro em pó junto à piscina e agitou o recipiente, provocando uma nuvem do produto, antes de diluí-lo em outro recipiente. O sócio classificou a conduta como equivocada e disse não compreender o motivo do erro. Em desespero ao tomar conhecimento da morte de Juliana Faustino Bassetto, Celso admitiu ter apagado mensagens trocadas com o manobrista no dia dos fatos, mas garantiu que o teor era limitado a orientações rotineiras sobre medições e dosagens de cloro.

Cesar Bertolo Cruz, responsável pela área comercial, afirmou que não participava da rotina operacional e tomou conhecimento do ocorrido na noite de sábado, por ligação de funcionária. Ele e os sócios Cezar Augusto Miquelof Terração e Celso Bertolo Cruz fizeram chamada de vídeo com advogado criminalista e, sem confirmação oficial da Polícia, optaram por aguardar até domingo para agir. Cesar declarou que sóixas diligências pontuais sobre a qualidade da água chegaram ao seu conhecimento e que o manuseio do produto, visto em imagens divulgadas, destoava do padrão técnico.

Cezar Augusto Miquelof Terração, que cuida da área financeira, disse que sempre confiou nas condições da academia e destacou que sua mãe e sua filha também são alunas. Ele explicou a existência de dois CNPJs — um da Borghi Natação, com oito filiais, e outro da C4 Gym Franchise, para gestão de franquias — e afirmou que o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e a documentação da Vigilância Sanitária estavam regulares, mas admitiu que o alvará de funcionamento da Prefeitura estava vencido.

Os depoimentos compõem o conjunto de provas analisadas pela Polícia Civil, que apura possível liberação de gases tóxicos devido ao manuseio inadequado de cloro em ambiente fechado. A Justiça deve decidir sobre o pedido de prisão dos sócios enquanto o inquérito segue em andamento para definir as responsabilidades criminais pelo episódio que resultou na morte de Juliana Faustino Bassetto e na internação de outros frequentadores.

Share post:

Assine

Popular

Notícias Relacionadas
Related

Irmã de Chaiany é comparada a Marlene Mattos nos bastidores da Globo

Uma das favoritas do público no início do BBB26,...

Cientistas observam dano do Alzheimer em tempo real pela primeira vez

Ilustração de cérebro humano e...

William Gusmão faz post reflexivo após polêmica de aniversário de Virginia

William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora e apresentadora Virginia...
Translate »