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Socorristas acionam intérprete de programa do governo paulista para se comunicar com vítima de atropelamento

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Socorristas utilizam intérprete remoto de Libras para atender vítima surda atropelada na Avenida Paulista (Foto: Instagram)

Socorristas em São Paulo precisaram recorrer a um intérprete do programa do governo paulista para facilitar a comunicação com uma pessoa surda que havia sido atropelada na região central da capital. Sem entendimento em Libras, a vítima enfrentou dificuldade para relatar sintomas e dores, o que levou a equipe de resgate a buscar imediatamente o serviço de tradução remoto disponibilizado pelo programa de acessibilidade do estado.

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O atropelamento ocorreu próximo à Avenida Paulista, em um horário de grande fluxo de pedestres e veículos, por volta do meio-dia. Testemunhas informaram que o contato inicial com a vítima foi feito apenas em língua portuguesa, mas, ao perceberem que não havia retorno de resposta, os socorristas decidiram solicitar o intérprete especializado. A chamada para o serviço remoto aconteceu cerca de cinco minutos após a chegada da equipe de resgate ao local do acidente.

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Durante o atendimento, os socorristas mantiveram contato constante com o intérprete, que traduziu instruções médicas básicas e perguntas sobre o estado de saúde da vítima, permitindo um diagnóstico mais preciso no local. O uso do serviço de tradução remota demonstrou ser fundamental para avaliar a gravidade do atropelamento e decidir pela necessidade de remoção da vítima ao hospital. Esse recurso técnico agilizou a comunicação em uma situação em que cada segundo era determinante para a prestação de primeiros socorros adequados.

O programa de acessibilidade do governo paulista foi criado para garantir que pessoas com deficiência auditiva tenham acesso rápido a serviços públicos e de emergência em situações críticas. A plataforma disponibiliza intérpretes de Libras por meio de videochamadas ou telefonemas intensivos, atendendo casos de urgência em delegacias, hospitais e, como ocorreu, no atendimento pré-hospitalar. Essa iniciativa segue diretrizes de inclusão e busca universalizar o acesso à informação para todos os cidadãos.

No âmbito legal, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei n.º 13.146/2015) estabelece o direito ao atendimento e à comunicação em Libras em serviços públicos essenciais. A exigência legal alinha-se ao princípio da igualdade de acesso e visa eliminar barreiras que podem comprometer a segurança, a saúde e a cidadania de pessoas surdas. A atuação conjunta de socorristas e intérpretes demonstra a aplicação prática dessas normas em emergências.

A experiência bem-sucedida em São Paulo reforça a importância de ampliar capacitações para equipes de resgate e integrar sistemas de interpretação em protocolos de atendimento a pacientes com deficiência auditiva. A adoção de recursos tecnológicos e a divulgação de medidas inclusivas podem servir como modelo para outros estados e municípios, contribuindo para um serviço de emergência mais acessível e eficiente em todo o território nacional.

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