
Legado olímpico: preservativos gratuitos chegam a grandes eventos (Foto: Instagram)
As camisinhas são distribuídas gratuitamente desde os Jogos Olímpicos de 1988 como parte de uma estratégia de saúde pública voltada à prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e à promoção do sexo seguro. A partir daquele evento, organizadores e equipes de saúde passaram a oferecer preservativos sem custo em alojamentos, áreas comuns e centros de orientação, garantindo o acesso a todas as delegações participantes. Essa iniciativa pioneira não apenas estabeleceu um protocolo para grandes competições, mas também serviu de modelo para programas de prevenção em diversas partes do mundo.
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O modelo implementado nos Jogos Olímpicos de 1988 tinha como público-alvo atletas, membros das delegações e voluntários, mas logo foi ampliado para o público presente nos locais de competição. A distribuição incluía embalagens individuais com instruções básicas sobre uso e cuidados, permitindo que cada usuário tivesse orientação prática e acessível. Durante os dias de evento, equipes especializadas asseguravam a reposição constante dos estoques em pontos estratégicos, reforçando a mensagem de prevenção de forma direta e contínua.
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Nas décadas seguintes, a prática de oferecer camisinhas sem custo deixou de ser restrita aos Jogos Olímpicos de 1988 e passou a fazer parte de diferentes grandes eventos esportivos, como campeonatos de futebol, torneios de tênis e festivais de música. Governos, instituições de saúde e organizações não governamentais adaptaram a estratégia a contextos locais, criando pontos de distribuição em estádios, ginásios, escolas e centros comunitários. Essas ações costumam ser acompanhadas por campanhas educativas em mídias sociais, levando informações sobre prevenção e sexualidade a públicos variados.
Para que a distribuição funcione de maneira adequada, cada preservativo vem acondicionado em embalagem selada, protegendo o látex até o momento do uso. As instruções impressas indicam como manusear a embalagem, posicionar o preservativo corretamente e realizar o descarte seguro após o uso. Além do formato tradicional de látex, há opções sem látex, lubrificadas e com diferentes texturas, atendendo a necessidades específicas de alergias e preferências individuais, sem alterar o caráter preventivo do método.
A oferta gratuita de camisinhas alcança diversos públicos, como jovens em instituições de ensino, profissionais do sexo, casais e grupos em situação de vulnerabilidade social. A distribuição acontece em postos de saúde, máquinas de autoatendimento em banheiros públicos, dispensers em estabelecimentos e, em alguns locais, por meio de solicitações online com envio discreto para domicílio. Essa multiplicidade de canais garante que as camisinhas estejam sempre acessíveis, sem custo, respeitando o direito à saúde sexual.
Estudos conduzidos por especialistas em saúde pública apontam que a distribuição gratuita de camisinhas desde os Jogos Olímpicos de 1988 tem papel fundamental na diminuição de casos de infecções sexualmente transmissíveis e na ampliação do conhecimento sobre práticas de proteção. A continuidade desse serviço é considerada essencial para enfrentar desafios emergentes, consolidar uma cultura de sexo seguro e assegurar que a população mantenha acesso a métodos eficazes de prevenção em diferentes contextos culturais e sociais.

