
Exercício pélvico simples traz independência e bem-estar para mulheres acima de 50 (Foto: Instagram)
Para mulheres acima dos 50, a prática de um único exercício de contração voluntária do assoalho pélvico pode trazer resultados significativos na saúde íntima. Ao ativar corretamente os músculos que sustentam a bexiga, o útero e o intestino, é possível reduzir episódios de incontinência urinária, além de melhorar a postura e a estabilidade do tronco. Esse movimento, quando executado com regularidade e técnica adequada, oferece benefícios não apenas funcionais, mas também aumenta a qualidade de vida ao devolver maior controle sobre as funções corporais.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A essência do exercício consiste em contrair e relaxar o pavimento pélvico de maneira ritmada. Para iniciar, basta deitar-se de costas com os joelhos ligeiramente flexionados e os pés apoiados no chão. Em seguida, segure a respiração, contraia os músculos da região pélvica como se tentasse interromper o fluxo urinário e mantenha a contração por cerca de cinco segundos. Depois, relaxe completamente por igual período. Realize séries de 10 repetições, duas vezes ao dia, observando sempre a ausência de tensão em outras partes do corpo, como abdômen, glúteos e coxas.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
Com o avanço da idade, o declínio dos níveis de colágeno e das fibras musculares torna o pavimento pélvico mais suscetível à flacidez. Além disso, alterações hormonais decorrentes da menopausa podem reduzir ainda mais a tonicidade desses músculos. A prática regular do exercício fortalece as fibras de sustentação, promove melhor circulação sanguínea na região e pode aliviar sintomas comuns, como sensação de peso na pelve e pequenas perdas de urina ao tossir ou espirrar.
Estudos indicam que, mesmo quando iniciada em mulheres já na pós-menopausa, a rotina de contrações pélvicas gera ganhos mensuráveis em poucas semanas. O acompanhamento de um fisioterapeuta especializado em saúde da mulher é indicado para avaliar a execução correta e ajustar intensidade e duração das séries. Para aquelas que apresentam maior fraqueza, o profissional pode sugerir equipamentos de biofeedback, que oferecem sinal sonoro ou visual para orientar a ativação muscular precisa.
Além dos benefícios no controle da incontinência, o fortalecimento do pavimento pélvico contribui para melhorar a sensibilidade durante a relação sexual e favorece a recuperação pós-parto em mulheres que tiveram filhos mais tarde. A consciência corporal desenvolvida com a prática também auxilia na prevenção de prolapsos de órgãos pélvicos, condição que ocorre quando os tecidos de suporte enfraquecem e permitem que bexiga, útero ou reto se projetem para dentro da vagina.
Incorporar esse exercício simples à rotina diária pode ser tão fácil quanto reservar alguns minutos pela manhã e à noite. A constância é a chave para obter resultados duradouros e para manter o tônus muscular adequado. Com disciplina e orientação profissional, mulheres acima dos 50 encontram nessa técnica acessível um recurso eficaz para preservar a autonomia e o bem-estar na fase madura da vida.

