
Áudio de WhatsApp usado como prova em inquérito sobre ameaça em festa (Foto: Instagram)
Um áudio enviado por o acusado antes de um episódio de violência em uma festa no último fim de semana chamou a atenção das autoridades. Na gravação, ele afirma: “Tem gente querendo bater em um amigo numa festa, vamos pegar eles”. O conteúdo da mensagem foi entregue à polícia por testemunhas que presenciaram a discussão e serve como prova dos preparativos para o confronto. A divulgação do áudio levantou debate sobre o uso de mensagens de voz como evidência em inquéritos criminais.
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Após tomar conhecimento do áudio, a Delegacia de Polícia Civil responsável pelo caso começou a apurar as circunstâncias que antecederam a confusão. Investigadores buscam identificar o local exato da festa e testemunhas que confirmem a identidade de cada envolvido. Conforme o registro do inquérito, o conteúdo da gravação foi extraído de um aparelho celular usado por o acusado e encaminhado ao setor de perícia técnica para análise de autenticidade e integridade.
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De acordo com especialistas em Direito Penal, a mensagem pode ser enquadrada como ameaça e incitação à violência, tipificadas nos artigos 147 e 286 do Código Penal Brasileiro. O artigo 147 dispõe sobre a ameaça, enquanto o artigo 286 trata do crime de incitação pública à prática de ato criminoso. Caso seja comprovado que o áudio gerou apreensão em quem o ouviu ou motivou a agressão subsequente, o acusado poderá responder por ambos os ilícitos, com penas que variam de um a três anos de detenção, além de multa.
Do ponto de vista da perícia forense, a cadeia de custódia do arquivo de áudio é fundamental para garantir sua validade em juízo. Técnicos devem atestar que não houve edição, corte ou adulteração do material e que o trecho corresponde, de fato, à sequência cronológica enviada antes da briga. Métodos de análise incluem a verificação de metadados do arquivo e comparação da forma de onda com outras gravações conhecidas do aparelho.
Em um contexto mais amplo, episódios de violência em festas e eventos sociais não são novidade no Brasil. Especialistas em segurança e organização de eventos recomendam reforçar a presença de seguranças treinados e adotar políticas de prevenção, como campanhas de conscientização sobre conflitos e medidas de controle de acesso. A discussão sobre o uso de provas digitais e a responsabilização de quem compartilha áudios ameaçadores ganha cada vez mais relevância diante do aumento de casos registrados em diferentes estados.

