
Filhote de macaco órfão abraça pelúcia em zoo japonês (Foto: Instagram)
Em um zoológico do Japão, um filhote de macaco tem emocionado a todos com sua relação singular. Após ser abandonado pela mãe nos primeiros dias de vida, o pequeno primata passou a se agarrar a uma pelúcia macia como única fonte de conforto. Quase todo o tempo é dedicado a segurar o boneco de pano, seja durante breves sonecas ou caminhadas pelo recinto. Funcionários e visitantes se comovem com cada gesto de carinho que o filhote dedica ao objeto, evidenciando o instinto de apego mesmo em condições adversas.
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Para suprir as necessidades básicas desse filhote, a equipe do zoológico do Japão adotou um protocolo de cuidados intensivos. Trata-se de uma combinação de alimentação regular por meio de mamadeiras com fórmula específica para primatas neonatos, turnos de tratadores para garantir aquecimento em incubadora e avaliação constante por parte de veterinários especializados. Sempre que há qualquer sinal de desconforto ou alteração de comportamento, o filhote é submetido a exames de rotina, garantindo intervenções imediatas que visam sua saúde física e emocional.
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O uso de pelúcias e objetos macios para filhotes órfãos não é novidade em zoológicos de diversas partes do mundo. Esses itens funcionam como substitutos sensoriais, simulando a textura e o calor do corpo materno. Em centros de conservação de primatas, mantos de lã, bonecos de pano e cobertores especiais têm sido incorporados ao manejo de recém-nascidos rejeitados. Pesquisadores apontam que essa estratégia contribui para minimizar episódios de estresse, reduzindo comportamentos estereotipados e promovendo melhor adaptação durante o processo de socialização futura.
Especialistas em psicologia animal explicam que o vínculo criado entre o filhote e a pelúcia gera estímulos táteis fundamentais para a regulação de hormônios ligados ao bem-estar, como a ocitocina. Essa interação constante ajuda a manter níveis adequados de temperatura corporal e a diminuir a produção de cortisol, hormônio associado ao estresse, contribuindo para um desenvolvimento mais equilibrado. Observações recentes indicam que o filhote apresenta períodos de calma prolongados quando está em contato com o objeto, comparado a momentos de maior agitação nos quais não o possui.
Visitantes do zoológico do Japão compartilham vídeos e fotos do filhote em redes sociais, elogiando o trabalho da equipe de tratadores e demonstrando interesse pelo futuro do pequeno primata. A direção do zoológico avalia, em conjunto com biólogos e veterinários, a reintegração gradual do filhote a um grupo de macacos adultos assim que seu sistema imunológico estiver mais forte. Até lá, a pelúcia segue cumprindo um papel vital no conforto emocional do animal, enquanto o centro de conservação monitora cada etapa de seu crescimento.

