
Mãos exibindo gestos numéricos usados por facções para demarcar territórios e alianças. (Foto: Instagram)
Em diversos bairros brasileiros, as comunidades devem ficar atentas a sinais utilizados por facções para marcar territórios e alianças. Entre os principais códigos estão o número 2, que remete ao Comando Vermelho (CV), e o número 3, associado ao Bonde do Maluco (BDM), além de listras desenhadas no cabelo e ao redor dos olhos, que funcionam como tatuagens temporárias ou pinturas simbólicas. Gestos com as mãos e pichações identificadas como “T2” e “T3” também podem revelar vínculos com grupos rivais.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A utilização de símbolos visuais ajuda a demarcar o controle de áreas e a intimidar opositores. As listras no cabelo, por exemplo, costumam variar em cor e quantidade de traços conforme a facção. No rosto, geralmente ao redor dos olhos, essas marcas podem ser feitas com maquiagem ou tinta spray, sendo suficiente para que um membro reconheça quem está alinhado à sua facção ou a um grupo inimigo. Já as pichações “T2” e “T3” aparecem em muros, postes e fachadas de comércios, funcionando como sinalização de presença ou advertência para adversários.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
O Comando Vermelho (CV) surgiu no final da década de 1970 nos presídios do Rio de Janeiro, quando presos estabeleceram alianças para proteção mútua e disputas internas de poder. Com o tempo, o CV expandiu sua atuação para favelas e áreas periféricas, ganhando força no tráfico de drogas e em ações de confronto com outras facções. A simbologia numérica “2” passou a ser adotada como identificação interna, associada a slogans, bandeiras e até músicas que exaltam os ideais do grupo.
Por sua vez, o Bonde do Maluco (BDM) nasceu no início dos anos 2000, também no Rio de Janeiro, como dissidência de membros que discordavam das práticas do Comando Vermelho. Desde então, o BDM formou sua própria estrutura de poder e passou a disputar territórios com o CV e outras facções. O número 3 é frequentemente encontrado em inscrições de ruas controladas pelo Bonde do Maluco, bem como em tatuagens improvisadas em membros ou simpatizantes.
Além dos códigos numéricos, gestos específicos com as mãos reforçam a identificação de membros. O uso de dedos em posição de pinça, círculos ou triângulos pode indicar apoio ou desafeto. Pichações como “T2” e “T3” são extensões dessa linguagem, variando conforme a evolução das disputas territoriais. Autoridades de segurança recomendam atenção redobrada ao se deparar com essas marcas, pois elas podem indicar regiões de risco elevado e possibilidade de emboscadas.
Entender esses sinais ajuda não só na prevenção de conflitos, mas também no trabalho de inteligência policial e na atuação de assistentes sociais em áreas vulneráveis. Moradores dessas localidades devem reportar imediatamente ao Disque Denúncia ou às delegacias especializadas sempre que identificarem símbolos que apontem para a presença ou o deslocamento de membros do CV, do BDM ou de facções que utilizem as pichações “T2” e “T3”.

