
Vista de rua residencial em Piratininga, local da investigação das mortes sem sinais de violência aparente. (Foto: Instagram)
Duas vítimas, de 60 e 65 anos, foram encontradas mortas dentro de uma residência no bairro de Piratininga, sem apresentar qualquer marca de violência aparente no corpo. O caso mobilizou equipes da polícia civil local, que isolaram o imóvel logo após receberem a denúncia dos vizinhos. Até o momento, não há confirmação sobre a causa dos óbitos, o que levou à abertura de inquérito para apurar se as mortes ocorreram de forma natural ou em consequência de algum agente externo.
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As autoridades informaram que as vítimas, de 60 e 65 anos, viviam sozinhas no imóvel situado em uma das ruas residenciais de Piratininga. Segundo o delegado responsável, foram coletados exames iniciais e solicitada perícia ao Instituto Médico-Legal (IML) para avaliar possíveis indícios internos, como sinais de enfermidades ou intoxicações. O local do crime permanece sob custódia da perícia técnica enquanto aguardam o laudo complementar, que deve apontar a causa exata do falecimento.
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Em casos de mortes não explicadas, o Instituto Médico-Legal desempenha papel fundamental por meio da necropsia, exame que investiga sinais internos em órgãos vitais e avalia possíveis patologias pré-existentes. Profissionais periciais procuram analisar amostras de sangue, tecidos e fluidos para detectar envenenamento ou reações adversas a medicamentos. Além disso, o protocolo padrão inclui a coleta de histórico médico e entrevistas com familiares ou vizinhos para checar se as vítimas tinham doenças crônicas diagnosticadas ou faziam uso de remédios controlados.
O bairro de Piratininga faz parte de uma região urbana de médio porte, combinando residências antigas e novos empreendimentos. Apesar de registrar índices de criminalidade inferiores a outras áreas da cidade, moradores relatam preocupação quando situações atípicas como essa ocorrem. A Polícia Civil esclarece que mortes sem vestígios de agressão não descartam, de imediato, hipóteses de envenenamento ou outras causas externas, razão pela qual todo perímetro da cena do fato foi analisado em busca de resíduos e substâncias suspeitas.
Nos procedimentos oficiais, mortes consideradas “inexplicadas” passam por avaliação criteriosa antes de serem classificadas como óbitos naturais. Agentes do IML podem solicitar exames toxicológicos, histopatológicos e até bacteriológicos, caso exista suspeita de infecções. Paralelamente, a polícia verifica possíveis entradas forçadas, alterações na rotina de visitas e registros de chamados anteriores à central de emergências por perturbações no local.
Com a investigação em andamento, as duas vítimas, de 60 e 65 anos, devem ter o laudo médico-legal concluído nos próximos dias. A partir daí, o delegado responsável fechará o inquérito ou requisitará diligências adicionais conforme apontar a perícia. Familiares e vizinhos aguardam os resultados para compreender se houve enfermidade súbita ou outra causa que justifique o falecimento sem vestígios de violência.

