
Deputado Da Cunha em cerimônia da Delegacia de Defesa da Mulher (Foto: Instagram)
A presença de Da Cunha na cerimônia de reinauguração da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) gerou forte reação em perfis de usuários e organizações nas redes sociais. Internautas expressaram indignação ao ver o deputado e delegado licenciado participando de um evento voltado ao atendimento de vítimas de violência doméstica, especialmente diante de seu histórico judicial. A repercussão incluiu críticas a autoridades e convocações para que haja mais rigor na escolha de representantes em espaços de proteção à mulher.
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O DDM é uma unidade especializada em receber denúncias, acolher vítimas e conduzir investigações relativas à violência contra a mulher. Instaladas em diversas cidades, essas delegacias surgiram na esteira da Lei Maria da Penha, de 2006, que estabeleceu mecanismos de proteção e combate às agressões domésticas. O modelo busca oferecer um atendimento humanizado, com equipe treinada para lidar com situações de risco, medidas protetivas e encaminhamentos para serviços de assistência social e psicológica.
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Da Cunha, que exerce atualmente o mandato de deputado e é delegado licenciado, responde a processo judicial em que figura como réu por violência doméstica. A ação corre em segredo de justiça, mas informações divulgadas pela imprensa apontam que a acusação envolve agressões cometidas contra pessoa próxima. A condição de réu e o papel institucional da DDM ficaram evidentes nas críticas de usuários que questionam a legitimidade de sua participação em um evento dedicado à defesa das mulheres.
Movimentos de defesa dos direitos das mulheres manifestaram preocupação com o descaso implícito na presença de um acusado de violência doméstica em uma delegacia que atende vítimas desse tipo de crime. Organizações não-governamentais emitiram notas oficiais repudiando a participação de Da Cunha e cobrando maior atenção do poder público para garantir que espaços de acolhimento sejam efetivamente protegidos de figuras com esse histórico.
Historicamente, a criação das Delegacias de Defesa da Mulher representou um marco no enfrentamento da violência de gênero no Brasil. Esses postos especializados surgiram com o objetivo de acolher denúncias e dar celeridade a procedimentos policiais relacionados a agressões familiares, além de oferecer esclarecimentos sobre direitos e medidas protetivas previstas na legislação. A reinauguração desses locais costuma ser celebrada como avanço na rede de apoio a vítimas.
Especialistas em políticas públicas apontam que a confiança da população nos serviços de proteção depende também da credibilidade dos representantes que a ela se associam. A contrastante imagem de Da Cunha como réu em processo de violência doméstica, posta em evidência durante a cerimônia, reforçou o debate sobre critérios de seleção de autoridades convidadas para eventos oficiais na área de direitos humanos.
Agora, caberá à Câmara dos Deputados e às instâncias judiciais acompanhar as repercussões políticas e legais dessa participação. O caso de Da Cunha poderá influenciar decisões sobre comissões, representações e funções no legislativo, além de alimentar discussões mais amplas sobre o respeito às vítimas e a transparência no trato de assuntos sensíveis como a violência doméstica.

