
Raí defende espaço para expressão política dos jogadores (Foto: Instagram)
O ex-jogador Raí, ídolo do São Paulo, falou sobre o número reduzido de atletas do futebol que se identificam como de esquerda. Em entrevista recente, o ex-camisa 10 ressaltou que permanece surpreendido ao ver tão poucos jogadores dispostos a declarar publicamente essa orientação política, mesmo diante de debates acalorados no país. Para Raí, esse cenário merece reflexões sobre liberdade de expressão e o papel social de quem atua nos gramados.
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Em sua fala, Raí apontou que o ambiente do futebol, tradicionalmente voltado para resultados imediatos e engajamento de grandes audiências, pode impor receios a quem pensa diferente. O ex-atleta destacou que o peso de patrocinadores, torcidas organizadas e exposição midiática tende a desestimular manifestações políticas explícitas, sobretudo quando contrárias à corrente majoritária. Segundo Raí, é preciso criar espaços seguros para que jogadores possam expor suas convicções sem medo de retaliações.
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Historicamente, o futebol já contou com alguns nomes que se posicionaram em causas sociais e políticas, embora nunca de forma majoritária. No Brasil, eventos como manifestações em estádios e discussões em entrevistas divulgam pouco esse viés progressista. Mesmo sendo uma das maiores paixões nacionais, o esporte ainda reserva um espaço tímido para debates que envolvam direitos trabalhistas, igualdade social e justiça econômica, pautas tradicionais de movimentos de esquerda.
Entre as razões para esse distanciamento, além do receio de perder apoio financeiro e de público, há o próprio perfil de formação de muitos torcedores, acostumados a separar futebol de política. A polarização crescente nas redes sociais também contribui para que atletas evitem expor opiniões mais contundentes, preferindo manifestações neutras ou silêncios estratégicos em um cenário polarizado.
Por fim, Raí sugere que times, dirigentes e entidades de classe promovam iniciativas de educação política e cultural dentro dos clubes. Segundo ele, essa ação poderia abrir diálogo entre atletas de diferentes posicionamentos e fortalecer o protagonismo dos jogadores na construção de um ambiente esportivo mais plural e engajado, preparando o futebol para lidar com os desafios sociais do futuro.

